instrumental da periferia

Terceiro álbum do Pizindim traz sons das andanças do quarteto pelas ‘bordas’ de São Paulo

Trabalho mostra resultado das apresentações realizadas em escolas municipais paulistanas

Rebeca Figueiredo/Divulgação
Rebeca Figueiredo/Divulgação

São Paulo – Nascido, batizado e formado na zona leste da capital paulista, o Quarteto Pizindim está lançando nas plataformas digitais seu terceiro álbum, O Choro nas Bordas da Metrópole. O trabalho reflete as andanças do grupo por escolas de todas as regiões da cidade, em 2023.

Ainda no ano passado, o quarteto havia lançado o show de mesmo nome no YouTube, depois de percorrer, com oficinas e apresentações, Centros Educacionais Unificados (CEUs) da prefeitura paulistana. Gravado ao vivo no Estúdio 185, na zona oeste, o álbum tem parceria da produtora PiÔ.

No repertório, estão composições inéditas de dois componentes, Rodrigo Carneiro (violão de 7 cordas) e Rafael Esteves (bandolim). O grupo se completa com Emerson Bernardes (cavaquinho) e Claudinho Martins (percussão). Três deles também são professores. Todos começaram a tocar ainda crianças. Rafael, por exemplo, ganhou seu primeiro instrumento, um cavaquinho, aos 10 anos – migrou para o bandolim aos 18. Claudinho passou a tocar pandeiro aos 9.

Para tornar a música acessível

“Este lançamento marca o compromisso do grupo em tornar a música instrumental acessível por meio de iniciativas como essa, que têm como objetivo não apenas entreter, mas também educar e inspirar as gerações futuras” afirmam. O álbum traz também obras de Marcelinho Monserrat, sempre presente nas rodas, do arranjador e instrumentista Milton Mori (com presença em discos de Eduardo Gudin, Paulo Vanzolini, Dante Ozzetti, Ceumar e outros), Mauricio Carrilho (parceiro de Paulo César Pinheiro e sobrinho de Altamiro Carrilho) e o lendário bandolinista e compositor João Pereira Lima, o João Macambira (in memoriam), que o grupo homenageou com um show em 2016.

Sim, o nome do quarteto guarda relação direta com o camisa 10 da música brasileira, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha. Quando criança, sua avó o chamava de pinzindim, algo como “menino bom”. Juntou-se com o maldoso “bexiguinha” com que coleguinhas da escola o tratavam, por causa de marcas de varíola, e surgiu Pixinguinha. Por uma questão de dicção, o grupo tirou o primeiro “n”.  O som permaneceu.



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