Entre Vistas

Secom vai resgatar governo como fonte confiável, diz Pimenta. Assista

“O governo não pode ser uma fonte de desinformação, de propagação de fake news, nem pode alimentar o discurso do ódio”, diz o ministro ao jornalista Juca Kfouri, na ‘TVT’

Reprodução/TVT
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Entre Vistas, com Paulo Pimenta, vai ao ar nesta quinta (9), às 21h15, na TVT

São Paulo – O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, afirmou que o principal desafio da sua gestão é recuperar a credibilidade da comunicação do governo federal. Ele afirmou que a Secom, assim como outras instituições, sofreu um processo de “captura ideológica” durante o governo Bolsonaro. Mais do que isso, a comunicação pública e governamental virou ferramenta de desinformação. Foi o que ocorreu, por exemplo, durante a pandemia de covid-19.

Reeleito pela quinta vez como deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Pimenta assume a tarefa de comandar a comunicação do novo governo Lula. Durante sua participação no programa semanal Entre Vistas, com Juca Kfouri, o ministro tratou da reconstrução da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), dos mecanismos para a democratização dos meios de comunicação no Brasil e do enfrentamento às fake news, dentre outros temas. O programa vai ao ar nesta quinta-feira (9), na TVT, às 21h15, no canal aberto 44.1 (Grande São Paulo) e no YouTube.

“A prioridade é recuperar o governo como uma fonte confiável, com credibilidade”, afirmou o ministro. Ele destacou que as comunicações pública e governamental são “ferramentas muito poderosas”, que prestam serviço à população. Mas, nos últimos anos, capturadas pelo bolsonarismo, trouxeram “enormes prejuízos” à sociedade.

Cadê o Zé Gotinha?

“O Brasil sempre foi uma referência mundial em campanhas de vacinação. Praticamente conseguimos erradicar o sarampo, a poliomielite e outras doenças. O governo Bolsonaro simplesmente nunca mais fez campanhas incentivando a população a se vacinar”, citou Pimenta. Em função disse, essas doenças voltaram a ameaçar a população. Ele disse que o Zé Gotinha, personagem “popular e querido da sociedade” havia desaparecido, e “ressuscitou” agora, no atual governo, com o objetivo de alavancar a cobertura vacinal, após quatro anos de negacionismo.

O mesmo ocorreu em relação às campanhas de prevenção ao HIV/aids, segundo o ministro, que também foram abandonadas. Os impactos ultrapassam a saúde. Isso porque o governo anterior também abandonou os esforços de conscientização contra as queimadas, o desmatamento e o garimpo ilegal. “Campanhas institucionais que sempre foram muito importantes para o país deixaram de existir, por conta de uma opção ideológica do governo”, afirmou.

“O primeiro desafio que nós temos – e o presidente Lula também pensa assim – é recuperar o governo como uma fonte confiável. O governo não pode ser uma fonte de desinformação, de propagação de fake news, nem pode alimentar o discurso do ódio. Tudo isso foi feito de forma muito frequente. Então se tem uma tarefa que desejo cumprir, de forma plena, é recuperar o governo como uma com credibilidade de informação”, disse Pimenta.

Democratização

Para enfrentar a concentração midiática no país, Pimenta afirmou que o governo pretende estabelecer políticas que valorizem a pluralidade e diversificação dos meios de comunicação. Isso passa por uma distribuição mais equânime das verbas de publicidade do governo federal, privilegiando não apenas a imprensa tradicional, mas também sites e veículos da mídia independente, regional e periférica, por exemplo.

Disse que a Secom não servir como ferramenta de apoio aos “amigos”, nem vai perseguir os “inimigos”. Mas que o órgão terá “opinião”, se posicionando de maneira contundente em relação a casos de desinformação ou discurso de ódio. E afirmou ainda que, se depender dele, tanto tanto a imprensa pública – TV Brasil, Agência Brasil, etc – como a comunicação governamental vão tratar como “golpe” o impeachment contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, tema que enfurece a imprensa tradicional, que apoiou.

Acompanhe às 21h15 pelo YouTube


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