Nesta quinta

Movimento negro convoca ato contra chacina da PM no Guarujá

Organizações que compõem a Coalizão Negra por Direitos querem o fim da operação que já deixou ao menos 14 mortos na Baixada Santista e pedem a saída do governador Tarcísio

Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais
Com 14 mortes confirmadas, Tarcísio disse que não vai tolerar "excesso"

São Paulo – A Coalizão Negra por Direitos, que reúne mais de 200 organizações, entidades, grupos e coletivos do movimento negro brasileiro, convoca para a próxima quinta-feira (3) um ato em repúdio à chacina que a Polícia Militar de São Paulo vem promovendo no Guarujá. Os movimentos também exigem o fim da Operação Escudo, desencadeada em reação à morte de um policial da Rota, na semana passada.

De acordo com relato de moradores e familiares de vitimas, a polícia já cometeu cerca de 20 assassinatos e tem levado terror às favelas da baixada santista. Em entrevista coletiva, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu que a operação já deixou 14 mortos.

O ato deve ocorrer em frente à Secretaria de Segurança Pública (SSP), que fica na região central da capital – Praça Ouvidor Pachêco e Silva, 39. Os manifestantes pedem a saída do governador e o fim das intervenções policiais por vingança nos territórios pobres e negros.

Apesar do morticínio realizado pelos policiais, o governador afirmou que “a polícia não quer confronto”. Ele justificou a operação como forma de combater o tráfico de drogas na região. “Significa que a operação está prejudicando o business. Vamos entender que isso é um business, que movimenta muito dinheiro e que desgraça a vida de muita gente”, disse.

Ele também afirmou que “não vai tolerar excesso” nem “desvio de conduta”. “Se houver excesso, nos iremos investigar. (…) As imagens corporais estarão anexadas nos inquéritos para que, se houver algum excesso, a gente puna”.

Ontem o secretário de Segurança, Guilherme Derrite, afirmou em entrevista à CNN Brasil que a operação no litoral paulista vai continuar “por no mínimo 30 dias”.