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Ciclone Aila mata quase 200 em Bangladesh e na Índia

Outros quatro milhões são afetados pelas enchentes ou vivendo em abrigos
por Anis Ahmed publicado 26/05/2009 17h42, última modificação 26/05/2009 17h43 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved.
Outros quatro milhões são afetados pelas enchentes ou vivendo em abrigos

Dezenas de pessoas aguardam pela chegada de ajuda humanitária em Bengala, na Índia, após ciclone ter matado quase 200 pessoas no país e em Bangladesh (Foto: REUTERS/Rupak De Chowdhuri)

Daca (Reuters) - Quase 200 pessoas foram mortas por um ciclone que atingiu Bangladesh e o leste da Índia enquanto milhões continuam afetados pelas enchentes ou vivendo em abrigos.

O número de mortos em Bangladesh subiu para mais de 130 após dezenas de corpos terem sido encontrados na terça-feira, disseram jornais e emissoras de televisão. Na Índia, as autoridades confirmam a morte de pelo menos 64 pessoas no Estado de Bengala Ocidental.

O ciclone Aila atingiu partes da costa de Bangladesh e o leste da Índia na segunda-feira (25), causando alagamentos que forçaram milhares de pessoas a deixar suas casas.
Autoridades nos dois países disseram temer que o número de mortos possa aumentar embora os trabalhos de resgate e ajuda tenham sido intensificados.

"Milhões de pessoas foram afetadas pelo ciclone, com meio milhão em abrigos e outro meio milhão forçados a deixar suas casas", disse à Reuters em Daca uma autoridade de controle a desastres sob condição de anonimato.

Autoridades de Bangladesh levaram cerca de 500.000 pessoas para abrigos temporários após elas terem abandonado seus lares para fugir das ondas formadas por ventos de até 100 km/h.

As fortes chuvas causadas pelo ciclone também aumentaram o nível de rios no Estado indiano vizinho de Bengala Ocidental.

Centenas de milhares de pessoas vivem no local afetado, que também é a maior reserva de tigres no mundo.

Em Bangladesh, a área mais afetada foi o distrito de Satkhira, perto do porto de Mongla, onde uma autoridade local disse que 31 corpos foram encontrados em um vilarejo.
"A situação aqui é alarmeante", disse à Reuters Mohammad Abdus Samad, vice-comissário de Satkhira.

(Reportagem adicional de Serajul Islam Quadir, Ruma Paul e Nizam Ahmed)