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Professores em greve fazem nova assembleia nesta quinta-feira

Ainda sem acordo com o governo paulista Apeoesp ganha apoio de docentes e servidores da USP

Douglas Mansur/Apeoesp
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Professores da rede estadual paulista reivindicam valorização profissional e o fim do fechamento de salas de aula

São Paulo – O sindicato dos professores da rede estadual paulista (Apeoesp) realiza amanhã (2), às 14h, no vão livre do Masp, na avenida Paulista, nova assembleia para definir os rumos da greve que entrou hoje (1º) no 21° dia. O movimento é por valorização da carreira, pelo fim da precarização, que deixa sem contrato mais de 20 mil professores, e contra o fechamento de 3.400 salas de aula, que superlota as turmas remanescentes. Há escolas com até 60 alunos por classe.

A greve, que é negada pelo governador Geraldo Alckmin, tem adesão de 60% dos professores, inclusive de escolas de tempo integral, e conta com apoio de outras categorias. Ontem, a Associação dos Docentes da USP (Adusp) divulgou sua solidariedade; semana passada, foram os servidores da mesma universidade, por meio do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) que manifestaram apoio.

Assim como a Apeoesp, as entidades repudiam o fechamento de turmas e a precarização e desvalorização do trabalho docente por entenderem que tais medidas prejudicam a qualidade do ensino.

A pauta salarial reivindica a equiparação dos salários aos vencimentos das demais categorias de nível superior, bem como para adequar sua jornada de trabalho à jornada prevista na Lei do Magistério (Lei do Piso).

Na última segunda-feira, a direção da Apeoesp reuniu-se com o secretário estadual da Educação, Herman Voorwald, que não apresentou nenhuma proposta salarial e nem para os demais pontos da pauta de reivindicações.

De acordo com a presidenta da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, é necessário reajuste de 75,33% para que haja equiparação com a média dos salários de trabalhadores com formação em nível superior, como os professores. Ainda segundo o sindicato, o secretário afirmou que só a partir deste mês, após estudos do orçamento e do comportamento da arrecadação no estado, será possível voltar a discutir o assunto.

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