Coronavírus

Nova variante da covid-19 avança pelo mundo. Vacinas são a melhor forma de prevenção

Variante éris preocupa a Organização Mundial da Saúde (OMS) porque vem apresentando aumento de transmissão, embora não tenha maior letalidade

Divulgação/PMO
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A éris apresenta mutações da proteína spike, responsável pelo alojamento do vírus em humanos, e característica alvo das vacinas existentes

São Paulo – Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou alerta sobre uma nova variante da covid-19. Até então, a mutação vem sendo chamada, preliminarmente, de éris (EG.5). Trata-se de uma cepa com características novas em relação às últimas dominantes, variantes da ômicron. A éris apresenta mutações da proteína spike, responsável pelo alojamento do vírus em humanos, e característica alvo das vacinas existentes.

É importante esclarecer, inicialmente, que a variante vem apresentando aumento na transmissão. Contudo, não parece haver aumento na letalidade. Especialmente entre os vacinados. Dentre estes protegidos, destaque especial para os imunizantes bivalentes, mais modernos, que apresentam maior eficiência contra o coronavírus. A éris ainda não foi identificada no país, mas já circula em pelo menos 51 países. Na China, ela já representa mais de 30% dos casos ativos.

Cada variante da cepa original de Wuhan apresenta sintomas gerais, como febre e falta de ar. Contudo, existem predominâncias em cada uma delas. Para a éris, até então, os relatos dão conta dos seguintes sintomas mais comuns: perda de paladar ou olfato; tosse; falta de ar; dores musculares; e dores de cabeça. A grande diferença em relação à ômicron, aparentemente, é menor incidência de dor de garganta e o retorno da perda do paladar e olfato, sintoma comum às primeiras cepas.

A variante éris

A biomédica e neurocientista Mellanie Fontes-Dutra reforça que as vacinas seguem protegendo. “A EG.5/EG.5.1 é muito parecida com outras XBB.1, como a XBB.1.5 (predominante no país); vacinas deverão seguir protegendo contra doença grave; aumento de casos em alguns países, mas sem aumento de hospitalizações até agora”, disse.

“As alterações genéticas que levam a trocas de F<->L (ou FLip) na Spike pode fazer o vírus se ligar mais forte à porta de entrada da célula (receptor) e levar a uma evasão imune, segundo dados de laboratório. Mas não temos indicativo de que as vacinas não seguiriam protegendo”, explica.

Mellanie reforça a necessidade dos países de alcançarem ampla cobertura vacinal. “Alguns especialistas trazem como possibilidade do aumento de casos recentemente, em alguns países, pode ser pelo espaço que a EG.5/EG.5.1 está ganhando. Mas há vários outros aspectos também a considerar, como a cobertura vacinal e o tempo da última dose.”


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