Pandemia

Rejeição a negacionismo de Bolsonaro reduz mortes pela covid-19 no Nordeste

Das 600 mil mortes pela covid-19 no país, 19,5% ocorreram nos estados do Nordeste, enquanto sua população representa 27,5% do total do país

Governo Paraíba
Governo Paraíba
Consórcio Nordeste: ações sanitárias garantidas por governadores e menor aceitação do comportamento negacionista de Bolsonaro

São Paulo – A rejeição ao negacionismo do governo de Jair Bolsonaro nos estados do Nordeste do país é responsável pelo menor número de mortes pela covid-19 na região, além das medidas sanitárias tomadas pelos governadores. É o que sustenta o professor de medicina Sergio Rezende, coordenador do comitê científico do combate ao coronavírus do Consórcio Nordeste, que reúne nove governadores.

“No balanço geral da crise da covid-19 no Brasil, a distribuição geográfica tem implicações significativas. No início da epidemia alguns Estados do Nordeste apresentavam os piores desempenhos, e os prognósticos de especialistas para a região eram muito sombrios. Porém, após 18 meses, em 8 de outubro de 2021, quando o número de mortes no país chega a 600 mil, o número na Região Nordeste é 117 mil. Este número é absurdamente alto, mas corresponde a 19,5 % do total, enquanto o percentual da população nordestina é 27,5 %”, escreve Rezende em artigo publicado neste domingo (10) no portal de notícias Poder360.

“Em outra comparação, a média de óbitos pela doença no país alcança 282 por 100 mil habitantes, mas todos estados nordestinos têm menos óbitos que a média nacional. A menor taxa do país é a do Maranhão, com 143/100 mil. A 2ª menor é da Bahia, 181/100 mil. Depois Alagoas, 186/100 mil; e Pernambuco com 206/100 mil”, avalia ainda o professor.

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Segundo Rezende, há duas razões para este cenário. “Uma é que em todos Estados do Nordeste, o presidente da República foi derrotado nas eleições de 2018. Portanto, no Nordeste ele tem menos seguidores para suas macabras recomendações. A outra, sem dúvida, é que os governadores e prefeitos da região rejeitaram o comportamento negacionista do presidente e seu governo e decidiram ouvir a ciência para tomar as decisões no enfrentamento da maior crise sanitária já vivida pelo Brasil”, conclui, criticando o negacionismo de Bolsonaro.



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