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Prates diz que Brasil deve aceitar convite para entrar na Opep+

O convite foi feito ao Brasil durante a visita de Lula à Arábia Saudita nesta semana. Oficialmente, o governo está analisando a proposta para dar uma resposta

Tomaz Silva/Agência Brasil
Tomaz Silva/Agência Brasil
De acordo com Prates, o país deve ingressar na Opep+ inicialmente como observador das decisões

São Paulo – O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou nesta sexta-feira (1°) que o país deve aceitar o convite para fazer parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+). Ontem, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse em Dubai, onde se realiza a COP 28, que espera um trabalho “com todos os 23 países nos próximos meses e anos”. Segundo o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “confirmou nossa carta de cooperação” com o grupo. Silveira informou ainda que em junho, em reunião em Viena, o Brasil vai confirmar a participação.

De acordo com Prates, o país deve ingressar na Opep+ inicialmente como observador das decisões e também para exercer um papel de cooperação, mas sem participar do sistema de cotas de produção.

“Eles chamam outros países que não têm direito a voto e não são impostas cotas a esses países. Jamais participaríamos de uma entidade que estabelecesse cota para o Brasil, ainda mais com o apoio da Petrobras, que é uma empresa aberta no mercado e não pode ter cota”, explicou Prates. O governo brasileiro fará uma “análise com profundidade”, acrescentou.

O convite foi feito ao Brasil durante a visita de Lula à Arábia Saudita nesta semana. Oficialmente, o governo está analisando a proposta para dar uma resposta, de acordo com o Palácio do Planalto.

“Houve um convite da Arábia Saudita. É importante esclarecer à sociedade brasileira: existe um caminho a ser percorrido, que é a análise dos termos de participação na Opep+. Não há compromissos com cortes de produção. Os países da Opep+ apenas participam de uma plataforma de discussão”, esclareceu Silveira em Dubai.

Origem da Opep+

A Opep+ foi criada em 2016. À época, a Rússia e mais nove países – Cazaquistão, Azerbaijão, Malásia, México, Bahrein, Brunei, Omã, Sudão e Sudão do Sul – se somaram aos 13 membros da Opep. O grupo antes da adesão dos dez novos membros era formado por Venezuela, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Nigéria, Líbia, Kuwait, Iraque, Irã, Gabão, Guiné Equatorial, República do Congo, Angola e Argélia. O objetivo era impedir a queda nos preços do petróleo.


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