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Boulos e padre Júlio dão aula pública sobre a população em situação de rua

Aula será nesta quinta, às 18h, na Praça Roosevelt, centro de São Paulo

Fernando Frazão / Ag. Brasil
Fernando Frazão / Ag. Brasil
População em situação de rua: segundo censo da prefeitura de São Paulo, problema envolve 32 mil pessoas na capital paulista

São Paulo – O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) e o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, farão uma aula pública sobre a população em situação de rua na cidade de São Paulo. O evento, que debaterá propostas e soluções para o problema, será realizado na Praça Roosevelt, região central, nesta quinta-feira (9), às 18h. Também participará Roseli Kraemer, do Movimento Nacional de Luta da População em Situação de Rua.

“Vamos discutir o drama da população em situação de rua no Brasil e em São Paulo”, diz Boulos. “Mais do que isso, vamos apresentar propostas para enfrentar o problema, que virou uma verdadeira tragédia humanitária na capital. É preciso vontade política para tirar do papel soluções práticas e concretas”, afirma.

Uma das propostas defendidas por Boulos é um serviço de moradia com programa de parceria público popular para ocupações em prédios públicos do centro. A iniciativa, segundo ele, garantiria o cumprimento da função social da propriedade conforme preceitua a Constituição Federal nos imóveis ociosos, públicos ou privados. Essa proposta constava do programa de governo de Boulos em 2020, quando ele foi candidato à prefeitura de São Paulo.

Segundo o último censo realizado pela prefeitura de São Paulo em 2021, existem 32 mil pessoas abandonadas nas vias da cidade, enquanto a própria gestão diz ter 20 mil vagas para lidar com a questão.

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Defesa da população em situação de rua

Em fevereiro, Boulos e o padre Júlio conseguiram suspender na Justiça a retirada de pertences de moradores de rua da capital paulista. A decisão saiu em resposta a uma ação popular apresentada pela dupla, em conjunto com lideranças de movimentos de proteção a essa população.

Entre elas, Anderson Lopes Miranda (Movimento Nacional da População de Rua), a assistente social Marcia Terlizzi,; Alderon Pereira da Costa, do Fórum da Cidade em Defesa da População em Situação de Rua, e Roseli Kramer Esquillaro, do Movimento Nacional de Luta e Defesa da População em Situação de Rua.

A iniciativa veio após a gestão Ricardo Nunes iniciar, em 11 de fevereiro, a expulsão da população vulnerável das vias do município. O subprefeito da Sé, coronel Batista Camilo, prometeu, inclusive, usar “munição química” para retirar os pertences da população em situação de rua. No dia 8, Boulos já havia entrado com representação no Ministério Público para impedir que a prefeitura da capital paulista retirasse os pertences dos moradores em situação de rua na cidade.

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