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Acusado de feminicídio de militante do MST vai a júri popular em Goiás nesta terça

O agricultor Sidrônio Alves, acusado do assassinato da agricultora Neurice Torres, será julgado no Fórum de Minaçu, acusado de assassinar Dona Neura. O crime foi há dois anos

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Dona Neura foi assassinada em 11 de setembro de 2022 pelo ex-companheiro no assentamento rural Dom Roriz, em Minaçu, onde moravam

São Paulo – O agricultor Sidrônio Alves, acusado do assassinato da agricultora Neurice Torres, vai a júri popular nesta terça-feira (23), no Fórum de Minaçu, em Goiás. Conhecida como Dona Neura, a vítima era militante do MST. O julgamento ocorre quase dois anos após o crime, considerado feminicídio.

Sidrônio, ex-companheiro, assassinou Dona Neura em 11 de setembro de 2022 no assentamento rural Dom Roriz, em Minaçu, onde moravam. A Polícia Civil a encontrou morta, seminua, com a cabeça afundada em uma caixa d’água.

Segundo Amélia Franz, integrante da direção estadual do MST em Goiás, o Movimento exige a condenação de Sidrônio Alves. “Nós, enquanto movimento social, deixamos claro que não permitiremos que a impunidade se faça presente. E faremos todos os esforços para alcançarmos a justiça por Dona Neura”. De acordo com Franz, o MST planeja um ato em denúncia ao feminicídio em Minaçu, durante o julgamento.

“A expectativa dessa acusação é que a gente tenha um julgamento limpo, que traga toda a verdade, que colham os depoimentos das testemunhas, os quais confirmam, com todos os indícios e provas, a autoria do homicídio realizado por Sidrônio”, disse o advogado Allan Hanehmann Ferreira, que acompanha o caso.

As investigações apontam Sidrônio como o responsável pelo crime. O casal estava separado desde 2017, quando Neurice o denunciou por agressão e tentativa de estupro. Ele foi preso em 8 de outubro, após 27 dias foragido. E permanece sob custódia, já que a justiça havia decretado sua prisão preventiva.

Presença ameaçadora

A polícia encontrou inúmeras evidências que incriminam Sidrônio, incluindo uma mensagem de Neurice para sua filha, enviada momentos antes de sua morte. Ela expressava grande temor diante da presença ameaçadora do ex-companheiro em sua residência. Uma das filhas do casal está entre as testemunhas de acusação. E há vídeos mostrando outros filhos testemunhando a violência contra Neurice.

O MST de Goiás, do qual Neurice era integrante ativa, exige justiça e responsabilização. “Como movimento social, deixamos claro que não toleraremos a impunidade e envidaremos todos os esforços para garantir justiça para Dona Neura”, disse Amélia Franz, da direção estadual do MST em Goiás.



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