reforma agrária

200 famílias do MST ocupam fazenda improdutiva em Campinas

A área de aproximadamente 200 hectares pertence à Zezito Empreendimentos Ltda, que atua também no rano imobiliário. Segundo o movimento, em um documento enviado à prefeitura em 2015, no âmbito da revisão do Plano Diretor, a empresa declarou a impossibilidade de viabilizar atividades produtivas no local

Brasil de Fato
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A ação do MST em Campinas faz parte da Jornada Nacional de Lutas neste mês, em memória ao Massacre de Eldorado do Carajás, em 17 de abril de 1996

São Paulo – Cerca de 200 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam na manhã desta segunda-feira (15) a Fazenda Mariana, no município de Campinas (SP). A área de aproximadamente 200 hectares é administrada pela Zezito Empreendimentos Ltda, que atua também no setor imobiliário. Segundo o MST, a propriedade é improdutiva, há anos não cumpre sua função social e está tomada por pastagem degradada. 

A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas neste mês de abril, em memória ao Massacre de Eldorado do Carajás, em 17 de abril de 1996. O lema deste ano, com ações em todo o Brasil, é “Ocupar para o Brasil alimentar”.

Segundo o movimento, em um documento enviado à prefeitura de Campinas em 2015, no âmbito da revisão do Plano Diretor, a empresa Zezito Empreendimentos Ltda declarou a impossibilidade de viabilizar atividades produtivas no local.

MST quer área para produção de alimentos e reflorestamento

“O desenvolvimento das atividades rurais para se manter é inviável nessa localidade, o que atualmente e tão somente gera prejuízos e despesas de grande monta”, destacou o MST, sobre a justificativa da proprietária ao solicitar alteração do uso no zoneamento municipal, passando para área de expansão urbana.

No mesmo documento, segundo o MST, a proprietária diz ainda almejar que a destinação da área seja para interesse social.

“Essa grande quantidade de terras na região, sem cumprir a função social, serve apenas à especulação imobiliária”, afirmou Patrícia Maria, do MST. Segundo ela, a ocupação nesta manhã reivindica “que essa terra seja destinada para “a reforma agrária, para produção de alimentos saudáveis, para reflorestamento e para construir novas relações humanas”.

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