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Igreja Católica excomungará defensores do aborto no Uruguai

Decisão foi anunciada um dia depois de o Congresso do país aprovar a descriminalização da prática
por Evelyn Pedrozo, da RBA publicado 19/10/2012 15h47, última modificação 19/10/2012 15h50
Decisão foi anunciada um dia depois de o Congresso do país aprovar a descriminalização da prática

São Paulo – A Igreja Católica anunciou ontem (18) que vai excomungar todos os uruguaios que fizeram campanha em favor da descriminalização do aborto, medida aprovada nesta semana pelo Congresso do país. De acordo com o Monsenhor Heriberto Bodeant, secretário da Conferência Episcopal, a decisão foi tomada porque a Igreja Católica classifica a decisão como um retrocesso do Uruguai no que se refere a direitos humanos.

Bodeant refutou inclusive a proposta de um referendo para que a população se posicione sobre a questão, segundo o jornal El País. A hipótese de um plebiscito para discutir o aborto no Uruguai foi levantada ontem, com a realização de um abaixo-assinado. Parlamentares da coalização governista Frente Ampla, como a senadora Lucía Topolansky, se mostraram favoráveis à ideia, que já havia sido sugerida por opositores à descriminalização.

A votação de ontem foi a segunda vez em que o Congresso uruguaio aprovou a medida. No governo anterior ao do presidente José Mujica, de Tabaré Vázquez, a descriminalização foi vetada pelo então mandatário. Mujica, que pertence ao mesmo partido de Vázquez, no entanto, já afirmou que não pretende repetir o antecessor. O projeto aprovado pelo Parlamento uruguaio diz respeito às mulheres com até três meses de gestação e que, para abortar, serão obrigadas a passar por um comitê de ginecologistas. 

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