ÁREA ESTRATÉGICA

Manifesto refuta entrega do Ministério das Comunicações para o União Brasil

Mais de 60 entidades da sociedade civil defendem que a pasta seja ocupada por um representante da agenda progressista e não se converta em moeda de troca por apoio parlamentar

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Ministério das Comunicações pode ser ocupado por um representante do União Brasil

São Paulo – Diante da possibilidade do Ministério das Comunicações no governo de Luiz Inácio Lula da Silva ser ocupado por um representante do União Brasil, mais de 60 entidades da sociedade civil assinaram manifesto que reivindica a indicação de um nome comprometido com a agenda progressista e com a importância estratégica que a área tem na reconstrução do país após o governo Bolsonaro. A entrega do ministério para o União Brasil faria parte de um acordo entre Lula e os partidos de centro para a formação da base do governo no Congresso. Nessa perspectiva, surge o nome do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) para liderar o ministério.

Anteriormente, o nome cogitado para a pasta era o do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que agora deve ir para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O presidente Lula concede entrevista coletiva nesta quinta-feira (29), às 11h, para indicar os nomes que ainda faltam para fechar o quadro de ministros. Até agora, 21 de um total de 37 nomes foram indicados.

Maria Fernanda Coelho, que era um dos nomes especulados para assumir o MDA, será a secretária-executiva da Secretaria-Geral da Presidência, fortalecendo a tese de que Teixeira pode assumir a pasta. Toda essa articulação visa garantir que a Bahia, de ACM Neto, tenha participação nos ministérios de Lula.

O acordo com os partidos de centro também passa pelos ministérios da Integração Nacional e do Turismo. No primeiro caso, a pasta iria ser ocupada pelo líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA). Porém, como Nascimento fez dura oposição ao PT na Bahia, integrantes da base aliada e do PT vetaram a indicação, uma vez que o ministério tem sob seu guarda-chuva a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), por exemplo.

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Com o veto, surgem no horizonte os nomes de Davi Alcolumbre e da Professora Dorinha, deputada federal e senadora eleita pelo Tocantins. No final de semana, Alcolumbre esteve com Lula e fez críticas a Dorinha, em sinalização de que gostaria de pegar a vaga no ministério.

Já no Ministério do Turismo, Juscelino Filho, deputado do Maranhão, é o nome mais cotado para assumir a pasta. Todo o acordo em torno dos ministérios está sendo fechado.

Combate ao fascismo

“Saímos de mais uma eleição em que ficou nítida a influência da mídia e das plataformas digitais no debate público. A partir desses espaços, o bolsonarismo foi urdido, alcançou a Presidência da República e criou um sistema político e cultural que, à base de muita desinformação, segue ameaçando a democracia. Para mudar esse cenário, é preciso encarar as comunicações como estratégicas, não como moeda de troca política”, diz o texto da sociedade civil.

A carta indica que a possibilidade do nome do deputado Paulo Teixeira foi recebida com alegria. “Se queremos enfrentar o fascismo, não podemos abrir mão da disputa da comunicação. E isso significa manter o Ministério das Comunicações no campo progressista”, conclui o manifesto.

Leia a íntegra do manifesto

Com informações do portal Fórum


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