Homotransfobia

Vítima da ‘cura gay’? Deputados pedem ao Ministério Público Federal apuração da morte de Karol Eller

Segundo parlamentares do Psol, há suspeitas de que Eller foi vítima de prática condenada pelo Conselho Federal de Psicologia, porém comum em retiros em todo o país

Arquivo/Presidência da República
Arquivo/Presidência da República
A influenciadora digital tinha proximidade com Jair Bolsonaro (PL) e seus familiares

São Paulo – Os deputados federais pelo Psol Erika Hilton (SP), Lu Cavalcante (SP) e o Pastor Henrique Vieira (RJ) pediram ao Ministério Público Federal (MPF) apuração sobre a morte da influenciadora Karol Eller. Segundo os parlamentares, há suspeita de que Eller foi vítima de uma tentativa de “cura gay” no retiro Maanaim, iniciativa da Assembleia de Deus de Rio Verde, em Goiás.

“A prática, sem nenhum respaldo científico, já é vedada pelo Conselho Federal de Psicologia. Por isso, pedimos que a Assembleia seja investigada por homotransfobia, tortura e incitação ao suicídio em Rio Verde e também nas outras localidades em que esse retiro é realizado”, afirmou Erika Hilton por meio de sua página na rede social X, antigo Twitter.

A parlamentar e ativista lembrou que pessoas LGBTQIA+ não estão doentes. “Elas simplesmente existem como são. Adoecidos, de grave crueldade, são aqueles que querem tirar de alguém o que se é para que a pessoa se adeque ao preconceito alheio disfarçado de religiosidade”.

Karol Eller era próxima da família de Jair Bolsonaro

Karol Eller morreu na última quinta-feira (12), aos 36 anos. Segundo boletim de ocorrência, ela caiu do apartamento onde morava em um prédio no Campo Belo, na zona sul de São Paulo. O caso foi registrado pela Polícia Civil como suicídio.

A influenciadora ganhou notoriedade pela proximidade com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). E também com deputados de direita, entre eles Nikolas Ferreira (PL-MG). No domingo (15), a ex-primeira dama Michele Bolsonaro disse que Eller morreu devido a “vida de abusos” em resposta ao ex-apresentador da Jovem Pan Tiago Pavinatto, que associou a morte ao chamado processo de reorientação sexual.

Confira manifestação do deputado Pastor Henrique Vieira

Redação: Cida de Oliveira



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