Ação

Janja processa conselheiro do Corinthians por ofensa machista

“Não me calo diante da violência! Nenhuma tolerância com o machismo e a misoginia”, disse a primeira-dama sobre xingamento

Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert
Pouco tempo após a invasão, a conta foi bloqueada a pedido da Polícia Federal, segundo o diretor-geral da PF, Andrei Passos

São Paulo – A primeira-dama, Janja da Silva, entrou na Justiça contra o conselheiro vitalício do Corinthians Manoel Ramos Evangelista, conhecido como Mané da Carne. Ela exige reparação por danos morais, após ter sido xingada de por Mané, nas redes sociais. Janja escolheu três advogadas – Valeska Zanin Martins, Maria de Lourdes Lopes e Júlia Marques – que entraram com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo, na última terça-feira (17).

“Vamos aguardar esses anos com o sapo barbudo (referência ao atual presidente Lula) e a putana da Janja e os quarenta ladrões”, escreveu Mané no Twitter em dezembro. Em seguida, o tuíte foi excluído.

Para as advogadas, o conselheiro atacou a honra da socióloga ao propagar ofensas machistas e misóginas. Além disso, suas declarações “ofenderam não apenas a autora do processo, mas também todas as mulheres”. Mané ainda reiterou as agressões. “Por acaso eu menti”, publicou ele. E acrescentou: “Futura primeira-dama só se for sua seu esgoto, lixo. Laranja do sapo barbudo”.

Também pelo Twitter, Janja comentou o caso nesta quinta (19). “Não me calo diante da violência! Nenhuma tolerância com o machismo e a misoginia”, afirmou a primeira-dama.

Na ação, as advogadas pedem que Mané seja condenado a pagar ao menos R$ 50 mil em danos morais, além de se retratar publicamente dos comentários e publicar em suas redes sociais a íntegra da sentença. “Esperamos que a Justiça condene o agressor a reparar os danos causados e a se retratar publicamente”, diz Valeska, em nota.