Histórias da pandemia

Eduardo Bolsonaro contrai covid-19 e ataca passaporte sanitário

“O meu caso e do Queiroga são exemplos que descredibilizam o passaporte sanitário. Sinto-me melhor do que ontem e nem te conto o que tomei”, afirmou o deputado

Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr
Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr
Eduardo Bolsonaro: seu caso inspira mais um argumento contra o passaporte sanitário, afirmou nas redes

São Paulo – O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) confirmou pelas redes sociais nesta sexta-feira (24) que contraiu covid-19. O parlamentar integrou nesta semana a comitiva do presidente Jair Bolsonaro a Nova Iorque, para discursar na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ao anunciar que contraiu a doença, o filho do presidente afirmou que o fato é mais um argumento contra o passaporte sanitário: “Isso significa que a vacina é inútil? Não creio. Mas é mais um argumento conta (sic) o passaporte sanitário”.

“Em NY deu negativo, aqui no Brasil 2 dias depois positivou. O meu caso e do Queiroga são exemplos que descredibilizam o passaporte sanitário. Sinto-me melhor do que ontem e nem te conto o que tomei…”, disse o deputado nas redes sociais, referindo-se ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que se infectou ao acompanhar a comitiva do presidente e ficou em Nova Iorque para cumprir quarentena.

“Apesar do diagnóstico estou me sentindo bem e comecei a me tratar imediatamente”, afirmou ainda o parlamentar.

Ao R7, o filho do presidente confirmou a informação e disse que está sem paladar e com coriza. Eduardo tomou a primeira dose da vacina contra a doença em 26 agosto e está com a segunda dose prevista para novembro.

Eduardo Bolsonaro informou que fez o teste de covid-19 na quinta-feira (23) e o resultado saiu nesta sexta. Segundo ele, esta é a primeira infecção de covid-19 diagnosticada nele. “Na live de ontem, JB (Jair Bolsonaro) disse que duas pessoas, que são conhecidas da população, testaram positivo. Certamente, eu sou uma delas. A outra não sei quem é”, disse o deputado.

Segundo a Folha de S. Paulo, “a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS), e o ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Bruno Bianco, também confirmaram a infecção no mesmo dia”.

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A confirmação do diagnóstico positivo do ministro da Saúde fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar o isolamento dos integrantes da comitiva brasileira. O ofício da Anvisa foi encaminhado na madrugada de quarta-feira (22) à Casa Civil da Presidência da República. A agência pediu que os membros da comitiva permaneçam isolados por 14 dias, conforme preconiza o “Guia de Vigilância Epidemiológica para Covid-19”, publicado pelo Ministério da Saúde.

O presidente Jair Bolsonaro e a comitiva brasileira desembarcaram em Brasília na manhã de quarta-feira (22). Do Aeroporto de Brasília, o presidente seguiu para o Palácio da Alvorada, onde segue cumprindo isolamento.


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