Bancada tucana instala CPI da Bancoop na Alesp

Medida compõe estratégia de ataques à candidatura do PT à presidência e de desqualificação partido

O presidente da Assembleia Legislativa de Sâo Paulo, Barros Munhoz (PSDB), assinou na terça-feira (9), o ato de instalação da Comissão Parlamentares de Inquérito (CPI), que tem como objetivo investigar as denúncias de desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop). A medida já foi publicada no Diário Oficial do estado.

A aprovação da CPI acontece dias depois de a revista Veja desencadear um ataque à cooperativa e ao seu ex-presidente, João Vaccari Neto. O conteúdo da revista – que chegou às bancas na sexta (5) – não traz nenhum fato novo às denúncias que vêm atingindo a Bancoop há vários anos – devidamente rebatidas pela entidade em todas as instâncias para as quais foi convocada a dar esclarecimentos: Ministério Público, Polícia Federal, auditorias fiscais etc.

Porém, como era de se esperar, a publicação gerou um novo assanhamento junto à grande mídia, que desde então repercute a matéria da Veja com o alarde e a inconsistência de sempre.

O Na Rede alertou, em post de Paulo Salvador do dia 6, que o objetivo da Veja é somente minar a candidatura do PT à presidência e que a revista apenas preparava o ambiente de linchamento do partido e alguns de seus militantes, cujo passo seguinte seria a instalação da CPI da Bancoop.

O PT também se pronunciou na segunda (8) e disse que vai entrar na Justiça contra Veja por causa da reportagem, e o Estadão, pelo editorial “O partido da bandidagem“, além de uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat.

Lamenta-se que a mesma disposição para tentar incriminar a cooperativa dos bancários não seja mostrada pelos deputados estaduais – em especial os da bancada alinhada à sucessão de governadores tucanos – na hora de aprovar a instalação de outras CPIs, como a da Nossa Caixa, ou as várias comissões pedidas por oposicionistas para investigar as privatizações de tantas estatais. E por aí vai.

Em tempo: finalmente, O Estado de S. Paulo – um dos jornais que embarcaram na onda provocada pela Veja resolveu falar com João Vaccari Neto – coisa que a Veja simplesmente não fez, ainda que isso seja primário em se tratando de produção jornalística.

A leitura da entrevista vale a pena e pode ser conferida a partir daqui.

 

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