Mobilização

Metroviários seguem em busca de acordo. E tentam manter a sede do sindicato em São Paulo

Proposta de reajuste salarial apenas em janeiro de 2022 já foi recusada. Categoria ameaça parar amanhã

Sind. Metroviários SP
Terreno na zona leste da capital foi cedido há mais de 30 anos. Sindicato vê represália por parte do governo estadual

São Paulo – O Sindicato dos Metroviários de São Paulo e a Companhia do Metropolitano (Metrô) voltam nesta segunda-feira (17) à mesa de negociação em busca de um acordo. Os trabalhadores ameaçam entrar em greve a partir de amanhã. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região e o Ministério Público do Trabalho (MPT) tentam intermediar as conversas.

Na semana passada, o Metrô ofereceu 2,61% de reajuste salarial apenas em janeiro do ano que vem. O índice não seria retroativo à data-base da categoria (1º de maio). Além disso, a segunda parcela da participação nos resultados (PR) seria paga também em janeiro de 2022. A proposta já foi rejeitada.

Em assembleia virtual na última terça (11), os metroviários aceitaram proposta do TRT e adiaram a greve. Segundo o sindicato, de 2.595 trabalhadores, 1.908 foram a favor do adiamento para esta semana. Nova assembleia on-line está marcada para amanhã à noite.

Manutenção da sede

Enquanto tentam avançar na campanha salarial, os metroviários tentam garantir a manutenção da sede do sindicato, localizada no bairro do Tatuapé, zona leste da capital. O terreno onde foi construída a sede foi cedido em regime de comodato há mais de 30 anos, e agora o governo do estado pretende leiloar o local. Os sindicalistas veem motivação política na iniciativa.

A entidade está se mobilizando para manter sua sede, com apoio de parlamentares estaduais e federais, além de diversos movimentos sociais. Um abaixo-assinado também circula nas redes. O leilão está previsto para o dia 28.


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