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Centrais promovem ‘lockdown’ dos trabalhadores com protestos nesta quarta

Centrais sindicais organizam atos e ações virtuais pelo país na defesa do distanciamento social, vacinas e auxílio emergencial de R$600

ADONIS GUERRA/ SMABC
Trabalhadores querem uma massiva distribuição de vacinas, auxílio emergencial no valor mínimo de R$ 600 e interrupção do sucateamento dos serviços públicos no país

São Paulo – As centrais sindicais organizam, nesta quarta-feira (24), o chamado lockdown dos trabalhadores. A ação tem como pauta não apenas a defesa do isolamento social, como também a necessidade do fechamento de comércios e serviços, medidas emergenciais para a contenção da pandemia e preservação da vida. Os trabalhadores querem ainda uma massiva distribuição de vacinas, a retomada do auxílio emergencial no valor mínimo de R$ 600 e a interrupção do sucateamento dos serviços públicos no país.

Em entrevista à TVT, o vice presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vinicius Assumpção Silva, classificou como trágica a atuação do governo Bolsonaro. “Principalmente para os negros, os mais pobres e os moradores das periferias das grandes cidades.”  Ele explica que a entidade tem conversado com os trabalhadores do setor financeiro sobre a necessidade urgente da implementação de medidas mais restritivas de circulação. “Para que o bancário fique em casa. E quem está no trabalho home office também participe dos atos amanhã”, pontuou.

De acordo com o presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, as centrais têm mantido conversas com prefeitos, governadores e parlamentares, já que “não há governo federal”. Ele conta que as ações estão sendo articuladas de maneira coordenada. “É a pressão da sociedade que tem feito andar o que está andando no país. Um exemplo claro é a vacina.”

Mobilizações

A CUT publicou, em seu site, uma série de ações previstas para o decorrer do dia 24, durante o lockdown dos trabalhadores. Os bancários colocarão carros de som nas ruas e divulgação em rádios e também cartazes. As agências também serão visitadas. Além disso, haverá arrecadação de alimentos e ações nas redes sociais.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs-CUT) organiza panfletagens, além de audiências públicas e ações nas redes sociais. Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) orientou seus filiados a promoverem paralisações de duas horas durante o dia. Metroviários farão ações em estações de trem e agentes de trânsito de São Paulo programam fiscalizações prioritárias em locais de vacinação, para ajudar as pessoas que forem de carro a se vacinar.

Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT) orientou seus sindicatos para a mobilização virtual e ações em portas de fábricas, com carro de som e mensagens de conscientização. “Essa data tem que servir para orientar e chamar a população a refletir porque essa tragédia está acontecendo no Brasil”, defende o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

Confira as ações programadas na página da CUT