Justiça do Trabalho

Atual corregedor é eleito para a presidência do TRT de São Paulo

Luiz Antonio recebeu 50 de 88 votos, para um mandato de dois anos. TRT escolhe outros cargos da direção

Reprodução/Montagem RBA
Vidigal (destaque) comandará o maior tribunal regional trabalhista do país a partir de 1º de outubro

São Paulo – O paulistano Luiz Antonio Moreira Vidigal será o próximo presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-2), o maior do país. Com 50 votos, o atual corregedor foi eleito no início da tarde desta segunda-feira (3). A desembargadora Jucirema Maria Godinho Gonçalves recebe 37 votos, e houve ainda um em branco. O TRT ainda está escolhendo seus novos vice-presidente administrativo e judicial, além do corregedor. O mandato é de dois anos. A posse será em 1º de outubro.

Vidigal formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Foi servidor do próprio tribunal a partir de 1974, até de ingressar na magistratura, por concurso, em 1986. No período 1973/74, foi funcionário do extingo Banco Nacional. Ele substituirá Rilma Aparecida Hemetério.

O TRT-2 inclui a capital e as regiões de Guarulhos, Osasco e ABC, além da Baixada Santista. No total, são aproximadamente 450 juízes, 94 desembargadores (segunda instância), 5.500 servidores e mil terceirizados, espalhados em 217 Varas do Trabalho e na sede, no bairro da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

Pagamentos somam R$ 3,9 bi

No ano passado, a 2ª Região recebeu 328.137 casos novos, alta de 7% sobre 2128. O estoque caiu de 245.968 para 236.710 processos. O total de pagamentos ao reclamantes foi de quase R$ 3,9 bilhões, sendo 63% por meio de acordos.

O assunto mais comum foi aviso prévio, com quase 100 mil ações. Depois vieram multa de 40% do FGTS, multa do artigo 477 da CLT – atraso de pagamentos das verbas rescisórias, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Entre os setores, serviços diversos, comércio, indústria, transporte e turismo, hospitalidade e alimentação, nessa ordem. Das cinco empresas com mais reclamações, três são do setor financeiro: Itaú, Bradesco, Vivo, Pão de Açúcar e Santander. As duas maiores devedoras são OAS e Petrobras.