São Paulo

Trabalhadores da saúde protestam por melhores condições de trabalho

Ato neste sábado, em frente ao Hospital de Campanha do Anhembi, tem a finalidade de alertar a população sobre o risco que correm os trabalhadores da saúde

Sindsep
Trabalhadores da saúde que atuam com casos suspeitos ou confirmados de coronavírus não recebem equipamentos adequados

São Paulo – Epicentro do coronavírus no Brasil, o estado de São Paulo já soma mais de 10 mil vidas perdidas, entre elas a de trabalhadores da saúde que atuavam na linha de frente no combate à pandemia. A situação de quarentena foi decretada na segunda quinzena de março pelo governo do estado, a fim de evitar aglomerações e maior contágio da doença. Mas quem precisava sair de casa para trabalhar, como funcionários públicos de diversos setores considerados essenciais, sofreram e ainda sofrem com a falta de respaldo dos governos em relação a melhores condições de trabalho.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), Sérgio Antiqueira, comenta que são vários os setores em que os trabalhadores estão adoecendo e morrendo por conta das más condições de trabalho. As informações são de reportagem de Larissa Bohrer, da Rádio Brasil Atual.

“É um problema que estão vivendo os trabalhadores que estão à frente do combate à pandemia, especialmente os da saúde, mas também os da segurança, dos cemitérios, da assistência social. Eles estão trabalhando sem condições, sem equipamentos de proteção individual adequado e sem a devida proteção. E está acontecendo um grande número de adoecimento de trabalhadores, falta de testagem para fazer um devido monitoramento para fazer a devida intervenção e também chegando a óbitos”, disse.  

O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, relata que o ato previsto para acontecer neste sábado, em frente ao Hospital de Campanha do Anhembi, tem a finalidade de alertar a população sobre o risco que correm esses trabalhadores.

“Infelizmente, o Brasil está entre os países com maior número de mortes entre profissionais da saúde e profissionais que trabalham nos serviços essenciais. É um ato para fazer um alerta para a população, sobre o risco que esses trabalhadores estão correndo no desenvolvimento das suas atividades. Segundo, é um ato de apoio aos trabalhadores e profissionais da saúde e dos serviços essenciais, um ato em defesa do SUS e condições de trabalho para esses profissionais”, afirmou.

Confira a reportagem completa


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