em luta

Servidores da Dataprev iniciam greve contra privatização

Trabalhadores de tecnologia da informação vão realizar uma mobilização nacional contra privatizações e calúnias do governo Bolsonaro

Mirian Fichtner/Divulgação
Dataprev é responsável pela segurança de dados e informações previdenciárias e servidores temem desastre com privatização

São Paulo – O ataque aos trabalhadores não para. O alvo atual do governo de Jair Bolsonaro são os servidores de tecnologia da informação do governo federal. Por conta disso, os mais de três mil profissionais da Dataprev decidiram entrar em greve na sede da empresa, em Brasília, e em várias regionais espalhadas pelo país nos próximos dias. Na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Sergipe, a greve já começou. No Distrito Federal a paralisação vai começar na próxima segunda-feira (27). Eles reivindicam o fim das demissões e da privatização.

Edson Simões, secretário-geral do Sindicato dos Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Distrito Federal (Sindpd), avalia que a população vai ser prejudicada e o país vai empobrecer cada vez mais com as privatizações. “É um processo que está iniciado há muito tempo. Esse trem, ele não para. Está a todo momento andando, avançando. O governo vai fazer tudo para colocar a população contra os trabalhadores, para respaldar as ações dele”, afirmou. Criada em 1974, a Dataprev é responsável pelo processamento mensal do pagamento de 35 milhões de benefícios previdenciários.

Já o diretor da Federação Nacional dos Empregados em Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares (Fenadados), Eudes da Silva, destacou que o governo Bolsonaro “está atropelando tudo, não está dialogando com a representação dos trabalhadores”. Um dos motivos da greve é que a Fazenda Nacional deu sinal verde para a privatização da Dataprev. Na quarta-feira foi publicada uma portaria no Diário Oficial da União determinando que a Secretaria Nacional de Desestatização, sob chefia de Salim Mattar, deve seguir as regras aprovadas pelo conselho.

Em entrevista recente à Rádio Gaúcha, Mattar acusou os trabalhadores do Serpro e da Dataprev de venderem os dados da população. Sem apresentar qualquer prova, o secretário disse: “Empresa estatal não funciona bem. Você verifique que os nossos dados estão sendo vendidos pelos servidores públicos dessas estatais (Serpro e Dataprev). Então nós temos que privatizar porque, se privatizar, tem legislação, poderemos processar essas pessoas, é muito diferente”.

Confira a reportagem da TVT: