Intimidação

Trabalhadores da Casa da Moeda denunciam perseguição de indicados por Bolsonaro

De acordo com sindicato da categoria, direção vem restringindo direitos, assediando e intimidando funcionários. Empresa estatal responsável pela fabricação de dinheiro e passaportes está na lista do governo para ser privatizada

CGU/Reprodução
Casa da Moeda como estatal é também uma questão de soberania, alerta entidade sobre empresa que oferece ainda serviços estratégicos de segurança

São Paulo – Na semana em que o presidente da República Jair Bolsonaro assinou uma Medida Provisória (MP) que põe fim ao monopólio da Casa da Moeda, o Sindicato Nacional dos Moedeiros denuncia que os trabalhadores da empresa estão sendo perseguidos pela atual diretoria. De acordo com a entidade, a direção indicada por  Bolsonaro tem “invadido os diretos trabalhistas, assediado e intimidado os funcionários e criado condições para que eles fiquem psicologicamente fragilizados para aderirem a um sistema de demissão voluntário ou de transferência”, alerta o presidente do sindicato, Aluísio Júnior, ao Seu Jornal, da TVT.

A Casa da Moeda é uma das empresas públicas que está na lista de privatização do governo. Responsável pela fabricação de papel-moeda, moedas metálicas, passaportes e impressão de selos postais e fiscais federais, a defesa da empresa também se relaciona com uma questão de soberania nacional. A instituição oferece outros serviços estratégicos de segurança e combate a fraudes de grande valor mercadológico.

“A gente entende que o Congresso Nacional terá grande importância para, além da defesa dos trabalhadores da Casa da Moeda, barrar também essa ofensiva de privatização que o governo federal vem querendo implantar”, destaca o vice-presidente da entidade Roni Oliveira.

O sindicato ainda aponta que houve tentativa de impedir a atividade sindical desrespeitando tanto os tratados internacionais quanto o acordo coletivo da categoria. “Todos nós do sindicato dos diretores somos funcionários da Casa da Moeda, somos trabalhadores, e fazemos a atividade sindical respaldados pela lei e também pelo acordo coletivo de trabalho. Mas, de maneira arbitrária, a direção da Casa impediu que o sindicato pudesse acessar a empresa e ter contato com os trabalhadores”, explica Júnior. Em assembleia no final de outubro, os trabalhadores decidiram acionar a direção da Casa da Moeda por assédio moral coletivo.

Assista à reportagem do Seu Jornal

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