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Metalúrgicos da CUT debatem a indústria automobilística no Brasil e propõem redes sindicais

Em meio a notícias de fechamento de fábricas, demissões e queda na produção, trabalhadores e dirigentes defendem luta unificada para barrar retirada de direitos e desmonte do setor
Publicado por Clara Assunção
10:22
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Marcelo Camargo/EBC

Indústria automobilística enfrenta diversos desafios. Nesta semana, fábrica da Ford, no ABC Paulista, encerrou as atividades após 52 anos de atuação

São Paulo – Entender as condições dos trabalhadores do setor automotivo, por meio de redes sindicais, é uma meta da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT). Em encontro realizado nesta quinta-feira (30), na sede da entidade, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, trabalhadores e dirigentes de diversas regiões do Brasil definiram a criação das redes com objetivo de que as comissões de fábricas de uma mesma montadora, mas de plantas diferentes, se unam para atuar em conjunto na luta por direitos.

A proposição foi feita em meio ao debate do encontro que pautou o atual cenário da indústria automobilística do país, hoje marcado pela perda de força, capacidade e de empregos, mudanças drásticas em decorrência da estagnação econômica do Brasil. Nesta quarta-feira (30), após mais de 50 anos de atuação, a fábrica da Ford em São Bernardo encerrou suas atividades.

“Acho que, com exceção de Santa Catarina, que está indo melhor na economia, no restante do Brasil é fechamento de fábricas e produtoras de autopeças que dependem dessas montadores diminuíram a produção, seja pela crise na Argentina ou qualquer outro tipo de problema, com demissões, ataques aos direitos dos trabalhadores, e o governo que também acaba não ajudando, tirando mais direitos”, afirma o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Kleber Ferreira Nunes, em entrevista à repórter Dayane Ponte, do Seu Jornal, da TVT.

Durante o encontro também foi debatida a transição de programas de incentivo à produção automotiva, como o extinto Inovar Alto e o atual Rota 2030, criticado por igualar as produtoras do país com as importadoras, desestimulando as montadoras a nacionalizar as peças, o que retira a garantia de continuidade da produção brasileira e, de acordo com economistas e dirigentes, constitui mais um entrave para o desenvolvimento e a retomada de empregos. “A gente precisa compreender e unificar a luta de todos os trabalhadores para que todo mundo tenha os mesmos direitos e condições”, destaca Nunes.

Assista à reportagem da TVT