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Petroleiros esperam por proposta e voltam a falar em greve nacional para o dia 26

FUP deu prazo até esta terça para que empresa reabra negociações. Em assembleias, categoria decidiu que não aceitam retirada de direitos
Publicado por Paulo Donizetti de Souza, da RBA
17:58
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Não há justificativa da empresa nem do TST para insistir em reduzir acordo

São Paulo – Assembleias nas bases dos sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) rejeitaram proposta conciliatória feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que previa reajuste com base em 70% da inflação, entre outros itens. A decisão foi comunicada ao TST e à Petrobras. A FUP espera por resposta até esta terça-feira (22). A categoria confirmou que poderá entrar em greve a partir do próximo sábado (26). Nas bases da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a posição também é contrária.

Em documento, a FUP fala em “denodados esforços” do vice-presidente do tribunal, ministro Renato de Lacerda Paiva, que fez o “lapso negocial” diminuir. “É sentimento de todos os representantes dos empregados da Petrobrás ligados à FUP que os obstáculos remanescentes são facilmente superáveis, se efetivamente empreendermos diálogo social”, afirma a entidade, ao acrescentar “que não houve um dia sequer de diálogo” entre representantes da empresa e de seus empregados, durante a mediação.

Além de “melhorias” na proposta do TST, os petroleiros condicionam a assinatura de um acordo à inclusão das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados. Entre as mudanças, os trabalhadores citam itens como horas extras, custeio da assistência médica, promoção por antiguidade, turno de 12 horas, mensalidade sindical e período de vigência da convenção coletiva da categoria.

“Basta muito pouco para que cheguemos a um resultado positivo”, afirma a FUP.