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Catadores de material reciclável prejudicados pela prefeitura de São Paulo estão em situação difícil

Gestão Covas lançou edital com restrições burocráticas e inviabilizou o trabalho de cooperativas
Publicado por Felipe Mascari
11:04
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EBC

Prefeitura lançou edital para dar continuidade à parceria, mas definiu regras que não acompanham a realidade vivida pelos catadores

São Paulo – As cooperativas de catadores de material reciclável da capital paulista estão impedidas de trabalhar há cerca de seis meses, por cortes na entrega de materiais coletados pela prefeitura de São Paulo. Segundo a entidade responsável pela categoria, são 500 catadores prejudicados, e alguns já passam dificuldades financeiras. “Já tem muitos catadores passando necessidade, precisando do trabalho”, conta Roberto Laureano da Rocha, da coordenação nacional do Movimento de Catadores de Materiais Recicláveis.

A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) criou entraves burocráticos para regularização da documentação dessas cooperativas. A prefeitura lançou edital para dar continuidade à parceria, mas definiu regras que não acompanham a realidade vivida pelos trabalhadores. Ao todo, são 20 cooperativas desabilitadas. “Existe um certificado que as cooperativas precisam ter junto à prefeitura, mas ele não é simples. Entretanto, a Lei de Saneamento Ambiental não coloca o certificado como um critério para a habilitação da cooperativa. Essa confusão jurídica está travando que isso seja feito. As cooperativas não estão sendo pagas, elas querem a habilitação para receber o material reciclável e tratá-lo”, explica Roberto, em entrevista a Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

Segundo a entidade, já faz um ano que a questão é debatida entre trabalhadores e prefeitura, mas nos últimos seis meses a gestão municipal “engrossou” e não entregou mais o material para reciclagem. Na semana passada, houve um encontro de catadores com a Defensoria Pública, a prefeitura e o Ministério Público para tratar a situação. “Nós estamos buscando uma solução através de um diálogo, para resolver urgentemente esse problema”, diz Roberto.

Ouça a íntegra da entrevista