Mobilização

Na Câmara, mulheres fazem ato pela aposentadoria e contra ‘reforma’ do governo

Manifestação reuniu parlamentares e representantes de movimentos sociais, que contestam proposta por ampliar desigualdades

TVT/Reprodução

Alteração na idade mínima e no tempo de contribuição foram alguns dos pontos mais criticados pelas manifestantes

São Paulo – O ato de mulheres em defesa da aposentadoria e contra a “reforma” da Previdência lotou o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (11). Parlamentares e representantes da sociedade criticaram as mudanças previstas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6, que, entre os pontos, altera a idade mínima para 62 anos e eleva o tempo de contribuição a 30 para mulheres terem direito ao benefício.

Em entrevista ao repórter Uélson Kalinovski, do Seu Jornal, da TVT, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) avalia que as propostas da “reforma” não reconhecem “as diferenças da vida real” que colocam as mulheres em posição de desigualdade no mercado de trabalho, quando comparadas aos homens, seja pela remuneração menor como nos tipos de ocupação laboral. “Ela (PEC 6) somente exclui essas mulheres”, destaca a parlamentar.

Apontadas como as categorias que sairão mais prejudicadas pela “reforma”, no ato, professoras e trabalhadoras rurais também contestaram as alterações previstas pelo governo. “Essa PEC 6 não é uma proposta de reforma, ela é um desmonte da Previdência Social”, resume a secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Mazé Moraes.

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