#LUTEPELASUAAPOSENTADORIA

Bancários de São Paulo usam atividades lúdicas para interagir com a população

Jogos, brincadeiras e performances foram criados para informar a população sobre os principais pontos embutidos na proposta do governo Bolsonaro

Sind. Bancários SP
morrer antes de se aposentar

‘A morte’ foi figura central nos atos dos bancários, simbolizando que ela pode chegar bem antes da aposentadoria

São Paulo – Para chamar atenção da população do centro de São Paulo na manhã de hoje (22), Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, os bancários recorreram a brincadeiras, jogos e performances. O aumento do tempo de contribuição e da idade para se aposentar embutidos na proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL) foram representados por bancários fantasiados de morte – a tradicional roupa preta, máscara e uma gadanha nas mãos – e outros dentro de caixões. Ou seja, se a proposta passar, o trabalhador terá de trabalhar até morrer.

Outra maneira lúdica de esclarecer sobre armadilhas da proposta do governo foi levar para a rua uma cabine inspirada em uma atração do programa Silvio Santos, que se chamava ‘Cabine do sim ou não‘. Nela o participante, sem ouvir o que estava sendo oferecido, tinha de responder sim ou não para trocas nem sempre vantajosas. Algo como trocar uma bicicleta por um cachorro-quente, por exemplo.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou atos em outros do pontos da capital e em Osasco, na região metropolitana, para conscientização da população e também para mandar seu recado ao governo: não aceitará uma reforma na qual, se tiverem sorte, os trabalhadores terão que trabalhar mais para ganhar menos. 

De acordo com a presidente do sindicato, Ivone Silva, a proposta é um obstáculo ao direito à aposentadoria, que rebaixará os valores das pensões, penalizando principalmente os mais pobres e as mulheres, além de abrir a possibilidade de o sistema previdenciário ser alterado por leis complementares. Isso facilitará mais mudanças no futuro, todas danosas aos trabalhadores.

 

Ivone fala também sobre outros pontos da reforma: