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Bancários de São Paulo usam atividades lúdicas para interagir com a população

Jogos, brincadeiras e performances foram criados para informar a população sobre os principais pontos embutidos na proposta do governo Bolsonaro
Publicado por Redação RBA
18:04
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Sind. Bancários SP
morrer antes de se aposentar

‘A morte’ foi figura central nos atos dos bancários, simbolizando que ela pode chegar bem antes da aposentadoria

São Paulo – Para chamar atenção da população do centro de São Paulo na manhã de hoje (22), Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, os bancários recorreram a brincadeiras, jogos e performances. O aumento do tempo de contribuição e da idade para se aposentar embutidos na proposta do governo de Jair Bolsonaro (PSL) foram representados por bancários fantasiados de morte – a tradicional roupa preta, máscara e uma gadanha nas mãos – e outros dentro de caixões. Ou seja, se a proposta passar, o trabalhador terá de trabalhar até morrer.

Outra maneira lúdica de esclarecer sobre armadilhas da proposta do governo foi levar para a rua uma cabine inspirada em uma atração do programa Silvio Santos, que se chamava ‘Cabine do sim ou não‘. Nela o participante, sem ouvir o que estava sendo oferecido, tinha de responder sim ou não para trocas nem sempre vantajosas. Algo como trocar uma bicicleta por um cachorro-quente, por exemplo.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou atos em outros do pontos da capital e em Osasco, na região metropolitana, para conscientização da população e também para mandar seu recado ao governo: não aceitará uma reforma na qual, se tiverem sorte, os trabalhadores terão que trabalhar mais para ganhar menos. 

De acordo com a presidente do sindicato, Ivone Silva, a proposta é um obstáculo ao direito à aposentadoria, que rebaixará os valores das pensões, penalizando principalmente os mais pobres e as mulheres, além de abrir a possibilidade de o sistema previdenciário ser alterado por leis complementares. Isso facilitará mais mudanças no futuro, todas danosas aos trabalhadores.

 

Ivone fala também sobre outros pontos da reforma: