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Assembleia decide sobre greve no metrô de São Paulo a partir desta terça

Metroviários reivindicam readmissão de trabalhador demitido por justa causa e respeito ao acordo coletivo, entre outros pontos
Publicado por Rodrigo Gomes, da RBA
Trabalho
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Paulo Ianone/Metroviários
ato metroviários

Tentativa de acordo no Tribunal Regional do Trabalho fracassou e trabalhadores devem confirmar a greve marcada há duas semanas

São Paulo – Os metroviários paulistas podem iniciar amanhã (5) uma paralisação por tempo indeterminado no Metrô de São Paulo. Uma tentativa de acordo fracassou na tarde de hoje (4) no Tribunal Regional do Trabalho da 2° Região (TRT-2), e os trabalhadores devem confirmar a greve marcada há duas semanas. Eles têm assembleia marcada para as 18h30. O acordo havia sido proposto pelo tribunal, mas a diretoria da empresa se negou a aceitá-lo. Todas as linhas de em ser afetadas, com exceção da 4-Amarela (Luz/Butantã).

Entre as reivindicações, estão a readmissão do operador de trem Joaquim José, demitido há duas semanas em virtude de um erro que teria levado ao fechamento das estações Jabaquara, Conceição e São Judas, da Linha 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi) por um hora e meia, em 22 de janeiro. Durante uma operação para aliviar a lotação da estação Santa Cruz, que passou a se integrar com a Linha 5-Lilás (Capão Redondo/Santa Cruz), o operador parou a composição que conduzia ao perceber que o equipamento de mudança de via não estava preparado para ele. Em seguida, acionou a emergência.

“O problema é que o trem acabou parando sobre o equipamento de mudança de via. Isso levou a todo um procedimento de segurança e avaliação para poder retomar a circulação. Mas ele tem 30 anos de experiência e foi levado a erro. Toda vez que essa operação é necessária, o trem chega no local com a via preparada para seguir seu caminho. Nesse dia não estava. Foi uma sucessão de erros e ele não pode ser demitido por isso. Não houve qualquer dano ao equipamento e ele agiu assim por segurança”, explicou o coordenador do Sindicato dos Metroviários Raimundo Cordeiro.

Segundo Cordeiro, antes mesmo de realizar a apuração do ocorrido, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) já anunciava que o problema foi devido a erro humano. As redes sociais da empresa transmitiam essa informação apenas 46 minutos após o incidente. Para o coordenador, a diretoria da companhia quer se livrar do problema, já que o novo governador, João Doria (PSDB), tem declarado que será mais duro com ineficiência na gestão.

Os metroviários também reclamam que a companhia está desrespeitando o acordo coletivo firmado no último ano. E modificando uma escala de trabalho que existe há 32 anos. “Nós trabalhamos quatro manhãs ou tardes e duas noites. Daí folgamos. É um sistema de rodízio. O Metrô quer estabelecer uma escala fixa à noite. Mas o acordo é muito claro: só existe uma escala. O que se deseja, na verdade, é aumentar nossa carga horária, que na escala atual é de 36 horas e na escala proposta vai para 40 horas”, explicou Cordeiro.

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