Home Trabalho Justiça amplia prazo para os trabalhadores demitidos da Abril contestarem dívidas
Reivindicação

Justiça amplia prazo para os trabalhadores demitidos da Abril contestarem dívidas

Sindicato os Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo apresentou novas ações, petições e propostas para grupo Abril responder às demandas dos funcionários demitidos
Publicado por Redação RBA
08:22
Compartilhar:   
CADU BAZILEVSKI/Sindicato dos Jornalistas de SP
Demitidos da editora Abril

Ação do SJSP pede ainda mediação entre as partes divergentes sobre os valores devidos e pagamento imediato das multas

São Paulo – O juiz responsável pelo processo de recuperação judicial da Editora Abril, Paulo Furtado de Oliveira Filho, acatou recentemente ações coletivas e petições apresentadas pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) que tratam de maiores prazos e averiguações sobre os valores devidos pelo grupo Abril aos trabalhadores.

Desde a demissão em massa, em agosto do ano passado, em que cerca de 800 funcionários e 200 freelancers foram dispensados de uma única vez, centenas trabalhadores se queixam de irregulares nos cálculos apresentados pela Abril na lista de credores.

Nesta semana, a Editora Abril conseguiu concluir a venda de R$ 1,2 bilhões, de uma dívida total de R$ 1,6 bilhões, que estava em poder de bancos como Itaú, Bradesco e Santander, para a empresa Enforce, controlada pelo BTG Pactual, podendo assim dar sequência ao processo de recuperação judicial, afastando a ameaça de falência. 

Com o aval do magistrado, trabalhadores de todas categorias que discordam dos cálculos da editora, mas não se manifestaram judicialmente, têm até o dia 6 de março para entrar em contato por e-mail com a Deloitte, empresa que administra a recuperação judicial. No caso dos que já sinalizaram as divergências, a administradora terá 10 dias, ao final desse processo, para publicar uma lista suplementar.

Ainda de acordo com informações da entidade, também foram apresentadas duas petições à Deloitte, uma para pedir a saída dos trabalhadores que estão até hoje na Editora Abril da lista de credores, e outra para que seja feita a mediação entre as partes sobre os valores devidos, evitando assim que as divergências fossem judicializadas. A administradora tem até o dia 27 de fevereiro para se manifestar.

Em uma ação coletiva com os Sindicatos dos Gráficos e dos Administradores, o SJSP também manifestou a necessidade do reconhecimento do pagamento da multa por atraso nas verbas rescisórias que, segundo o sindicato, desde a dispensa em agosto, ainda não foi paga aos profissionais que foram demitidos 10 dias antes do pedido de recuperação judicial movido pelo grupo Abril.

Com informações do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.