reforma em pauta

Bolsonaro tenta responsabilizar servidores por suposto déficit da Previdência’

Sindicato dos Auditores Fiscais a Receita Federal alerta que presidente eleito age como Michel Temer, com o objetivo de aprovar proposta nociva aos trabalhadores

BDF/REPRODUÇÃO
Reforma da Previdencia

Sindifisco Nacional mantém agenda de luta para evitar a aprovação da reforma da Previdência no apagar das luzes

São Paulo – Em entrevista à Rádio Brasil Atual,nesta terça-feira (13), o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais a Receita Federal (Sindifisco Nacional), , Cláudio Márcio Oliveira Damasceno, afirma que a entidade quer debater a Reforma da Previdência, mas com outro viés: o da discussão sobre o financiamento e o custeio da seguridade social. O ativista diz ainda que está preocupado com os rumos que estão sendo dados no debate sobre o tema.

Claudio explica que a luta da entidade é para evitar a aprovação do projeto no apagar das luzes do mandato do atual presidente. “Da mesma forma que o governo Temer, Bolsonaro também quer criminalizar os servidores públicos sobre o suposto déficit previdenciário. Em maio do ano passado, aprovaram a PEC 287, agora, nós estamos preparando uma ofensiva para mostrar que não há déficit previdenciário”, explica ele.

Segundo ele, quando se fala no país sobre reforma da Previdência, há uma atenção maior sobre concessão de benefícios e sobre reduzir o direito à aposentadoria. “Não se fala sobre as despesas previdenciárias, que é o outro lado da moeda. Se você tem uma receita previdenciária forte, faz com que a reforma não seja violenta contra os trabalhadores”, acrescenta.

Além disso, o presidente da Sindifisco Nacional também explica como as empresas devedoras da Previdência afetam bastante na arrecadação. “A Receita Federal é responsável pela fiscalização, então há um esforço para que a arrecadação seja eficiente. Entretanto, há diversos mecanismos para burlar isso. Os programas de parcelamento, feitos por Michel Temer, concedeu a possibilidade de as pessoas esticarem seus débitos por vários anos, o que não se vê em outros países”, finaliza.

Ouça a entrevista: