Em São Paulo

Metalúrgicos asseguram manutenção de direitos durante negociação

Mas líder da federação cutista lembra que garantia definitiva só virá com convenção coletiva. Sindicalistas acusam grupo controlado por Skaf de ignorar as negociações

Adonis Guerra/SMABC
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Reunião da FEM-CUT, no ABC, avaliou andamento da campanha salarial: ainda sem proposta econômica

São Paulo – A Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT) em São Paulo conseguiu uma garantia verbal dos grupos patronais no sentido de manutenção dos direitos enquanto prosseguiram as conversas para renovação da convenção coletiva. “Todos os grupos têm um entendimento firmado conosco de que enquanto persistirem as negociações, eles darão um breque para que o patrão não cometa nenhuma maldade com o trabalhador”, afirmou o presidente da entidade, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, em reunião na semana passada, na sede do sindicato do ABC, em São Bernardo do Campo.

Mas ele acrescentou que isso é uma segurança apenas temporária. “Para ter a garantia é necessário chegar a uma convenção coletiva de trabalho”, lembrou.

Luizão informou que há um grupo, o 10, que tem “ignorado” as negociações. Com setores como lâmpadas, aparelhos elétricos, mecânica e funilaria, esse bloco estaria sobre controle do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp) Paulo Skaf, candidato a governador pelo MDB. “O dono do pato, o maior financiador do golpe, é o responsável pelo Grupo 10, que não fez nenhuma reunião conosco. Ele, que quer ser governador, pediu o negociado sobre o legislado, mas não tem coragem de sentar para discutir com a gente”, afirmou o sindicalista.

Com os demais grupos, o presidente da FEM-CUT disse que há um “processo avançado de diálogo”, iniciado mesmo antes da campanha salarial. “Estamos ainda tentando emplacar a cláusula que será uma das nossas grandes conquistas, a estabilidade para o companheiro ou a companheira diagnosticado com câncer. Temos insistido o tempo todo que essa é uma questão fundamental para chegar a um entendimento.”

A campanha envolve aproximadamente 200 mil trabalhadores no estado. A data-base é 1º de setembro. Ainda não foi feita proposta econômica.

Com informações do jornal Tribuna Metalúrgica