Por direitos

Em protesto, demitidos da Abril entregam carta com reivindicações aos proprietários

Trabalhadores cobram pagamento de multa rescisória de R$ 110 milhões, pendente após o grupo entrar com pedido de recuperação judicial

TVT/Reprodução
Demitidos Abril

Comitê dos Jornalistas Demitidos defende que Abril assuma posição de credora na recuperação e paguem os direitos

São Paulo – Indignados com o calote das rescisões trabalhistas que somam R$ 110 milhões, jornalistas, gráficos, distribuidores e trabalhadores do setor administrativo, demitidos pela Editora Abril no dia 6 de agosto após o fechamento de 11 revistas, ocuparam duas faixas da pista local da Marginal Tietê, em frente à gráfica do Grupo Abril, em protesto nesta sexta-feira (14).

Os trabalhadores reivindicam o pagamento imediato dos direitos e a inclusão na lista de credores após a Abril entrar com um processo de recuperação judicial. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo também critica o fato de as 800 demissões terem ocorrido sem nenhum tipo de negociação e de forma arbitrária.

Em entrevista à repórter Michelle Gomes, do Seu Jornal, da TVT, o jornalista Bruno Favoretto, que atuou por 12 anos na Abril, considerou que a situação parece uma “piada”. “Os caras têm bilhões, eles estão entre os mais ricos do Brasil e, assim, o lucro da empresa é deles, mas o prejuízo não. É legal ser rico assim no país”, ironizou.

Para encerrar o protesto, os manifestantes entregaram uma carta aberta com as reivindicações dos trabalhadores à família Civita, proprietária do Grupo Abril e uma das 15 famílias mais ricas do Brasil segundo a edição de 2016 da revista Forbes.

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