25 anos da Fisenge

Em debate, engenheiros defendem que eleições darão fim ao golpe no Brasil

Em evento no Rio, especialistas debateram projetos que possam retomar o desenvolvimento do país e o crescimento econômico

TVT/Reprodução
Debate Fisenge

Debate contou também com a participação do ex-ministro Celso Amorim e do presidente da Fisenge Clóvis Nascimento

São Paulo – A Federação Interestadual de Sindicatos dos Engenheiros (Fisenge) reuniu a categoria na sexta-feira (21) para discutir os efeitos das eleições sobre temas como o desenvolvimento, a economia, o mundo do trabalho, a política externa e comemorar os 25 anos da entidade. Para os especialistas, os principais desafios passam pela retomada dos empregos na construção civil, reformas coerentes e novas formas de lidar com grandes bancos e mídias corporativas, reconhecidas como “inimigos fortes”.

Em entrevista à repórter Viviane Nascimento, do Seu Jornal, da TVT, o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), Olímpio Alves dos Santos, lamentou que o desenvolvimento da indústria nacional tenha sido “praticamente destruído” pelo governo de Michel Temer. Para ele, apenas um projeto para reerguer o país pode dar conta do desmonte. “É com a construção do país, em todos os sentidos, isso se resolve ao longo de dois a três anos.”

O diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, acrescenta que além da revisão da “reforma” trabalhista é preciso um novo Estatuto do Trabalho para dar conta das novas dinâmicas e da proteção aos trabalhadores. Otimista quanto ao fim do golpe, em curso desde 2016, o economista Paulo Nogueira Batista Jr. defende ainda que a saída passa por um projeto de desenvolvimento autônomo, nacional e inclusivo. “É o que nós estamos devendo ao povo brasileiro desde sempre”, afirma.

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