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Campanha salarial

Primeira rodada de negociação frustra bancários e não garante direitos

Fenaban não dá resposta sobre proposta de pré-acordo para garantir validade da convenção coletiva após a data-base. Próxima reunião será em 12 de julho
por Redação RBA publicado 29/06/2018 17h50, última modificação 29/06/2018 18h18
Fenaban não dá resposta sobre proposta de pré-acordo para garantir validade da convenção coletiva após a data-base. Próxima reunião será em 12 de julho
SEEB-SP
Campanha Nacional Bancários

Apesar do bom humor do jogo entre os times 'Todos por Direitos' e 'Ganância Futebol Clube', momento é de preocupação

São Paulo – Trabalhadores do setor bancário lançaram nesta sexta-feira (29) a campanha salarial, com o desafio de preservar direitos da categoria e a manutenção da negociação nacional, como estabelece a convenção coletiva de trabalho (CCT), que completa 27 anos.

Atividade no centro da capital paulista foi marcada por uma caminhada pelas ruas próximas à sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. O ato terminou com uma simbólica partida de futebol entre o time "Todos por Direitos" e o "Ganância Futebol Clube", em frente ao Banco do Brasil, na Rua XV de Novembro.

Nesta quinta-feira (28), os bancários já tinham feito atividade semelhante na Avenida Paulista, diante da Caixa Econômica Federal. O dia foi marcado pela primeira rodada de negociação com os representantes dos banqueiros, uma reunião considerada “frustrante” pelos trabalhadores. No encontro, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não garantiu manutenção de direitos.

“Viemos para a mesa com disposição total de negociação e a expectativa de sair com um pré-acordo assinado, garantindo os direitos dos trabalhadores, como vales refeição, alimentação, auxílio-creche e babá, mas isso foi frustrado pela postura dos bancos, que não deram resposta nenhuma ao assunto”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

“Queremos negociação com seriedade. Nossa CCT está em risco, assim como todos os direitos da categoria, inclusive nossa participação nos lucros ou resultados (PLR) e a mesa unificada nacional entre bancos públicos e privados”, alerta a dirigente.

A próxima reunião está marcada para 12 de julho, e os trabalhadores aguardam a assinatura de um pré-acordo de ultratividade, princípio que garante a manutenção das cláusulas da convenção até a renovação do acordo. A data-base é 1º de setembro. Segundo o sindicato, esse pré-acordo é necessário em função da nova legislação trabalhista, que precariza as relações de trabalho.

“Estamos mobilizados pelo fortalecimento da democracia. Vamos manter a nossa reivindicação, mobilização e luta para manter nossos direitos e esperamos que os bancos tenham mais responsabilidade social, para contribuir com o desenvolvimento e a geração de empregos do país”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, também integrante da coordenação do Comando Nacional.