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Metalúrgicos da Scania aprovam acordo coletivo válido por dois anos

Proposta inclui reajuste com aumento acima da inflação e PLR

Adonis Guerra/SMABC
montadoras

Assembleia na Scania nesta quinta-feira aprovou proposta por unanimidade, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos

São Paulo – Trabalhadores na Scania, de São Bernardo do Campo, aprovaram na tarde desta quinta-feira (17) proposta de acordo coletivo que inclui reajuste salarial, aumento real e participação nos lucros ou resultados (PLR). A duração é de dois anos. Com aproximadamente 4.200 funcionários, a fábrica produz caminhões, chassis para ônibus e motores para geradores.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a proposta garante reajuste salarial na data-base (1º de setembro) com base na variação do INPC, com aumento real a partir de janeiro. A PLR será paga em duas parcelas, em junho próximo e janeiro do ano que vem.

“Para 2019 os pagamentos seguem o mesmo calendário. A negociação garantiu também a introdução de um vale-compras mensal a partir da data-base deste ano. O acordo termina em janeiro de 2020, com o pagamento da segunda parcela da PLR”, informa o sindicato.

“Conseguimos recuperar as perdas dos últimos anos, principalmente 2015 e 2016, quando tivemos de fazer negociações abaixo do índice do INPC. Naquele momento os trabalhadores entenderam a situação. Agora é o momento de recuperar”, afirmou o coordenador do Comitê Sindical (CSE) na Scania, Regis Guedes. “O momento vivido hoje na fábrica é resultado de negociações anteriores que visaram novos investimentos, vinda de produtos e garantias de exportação, construídas a partir da mobilização dos trabalhadores”, acrescentou o diretor executivo do sindicato Carlos Caramelo.

Os trabalhadores na Mercedes-Benz, também em São Bernardo, continuam em greve, iniciada nesta semana. De acordo com o sindicato, a empresa não quer incorporar o reajuste aos salários e pretende demitir mensalistas (funcionários do setor administrativo).