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Após 10 dias, acordo põe fim à greve dos metalúrgicos da Mercedes

Metalúrgicos terão reajuste com aumento real, abono e participação nos resultados. Será aberto PDV para a área administrativa

Edu Guimarães/SMABC
greve mercedes

Negociações entre sindicato e Mercedes chegaram a ser interrompidas, mas foram retomadas ontem

São Paulo – Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (24), os trabalhadores na Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo decidiram encerrar a greve iniciada no dia 14. Eles aprovaram proposta que, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, inclui reajuste pelo INPC, aumento real (acima da inflação) de 1,5%, abono de R$ 2.500 e participação nos lucros ou resultados (PLR). O acordo vale por dois anos.

A PLR será paga em duas parcelas, em junho e dezembro, com valor corrigido para 2019. Além disso, as cláusulas sociais serão renovadas.

O acordo inclui a abertura de um programa de demissões voluntárias (PDV) dirigido aos mensalistas (setor administrativo). “Não haverá a redução da jornada e do salário, conforme havia sido cogitado pela empresa em proposta rejeitada ainda na mesa de negociação”, diz o sindicato. As negociações foram retomadas ontem, depois de a empresa anunciar que recorreria ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo. Com isso, foi cancelada audiência marcada para amanhã.

“A mobilização dos trabalhadores demonstrou à direção da empresa o quanto estávamos unidos e fortes. Com certeza foi o que nos permitiu avançar na proposta e garantir um acordo que contemplasse a reivindicação dos companheiros”, comentou o secretário-geral do sindicato, Aroaldo Oliveira da Silva, trabalhador na Mercedes. A fábrica de São Bernardo, que produz caminhões, tem pouco mais de 8 mil funcionários.

Na semana passada, os metalúrgicos da Scania, também em São Bernardo, haviam aprovado acordo com duração de dois anos.