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Metroviários protestam contra inauguração de obras inacabadas por Alckmin

Trabalhadores denunciam falta de estrutura para trabalhar nas novas estações do metrô
por Redação RBA publicado 17/04/2018 13h26, última modificação 17/04/2018 19h35
Trabalhadores denunciam falta de estrutura para trabalhar nas novas estações do metrô
Rivaldo Gomes/Folhapress
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Linha 15-Prata do metrô foi inaugura com obras inacabadas e seis anos de atraso

São Paulo – O Sindicato dos Metroviários de São Paulo realizou nesta segunda-feira (16) um protesto na estação Vila Prudente, da Linha-2 Verde. Foram denunciadas inaugurações de estações inacabadas feitas pelo ex-governador Geraldo Alckmin, em condições precárias de trabalho e de atendimento aos passageiros. 

Segundo Wagner Fajardo, coordenador do sindicato, o presidenciável tucano tenta utilizar as inaugurações como vitrine eleitoral. "Eles fez inaugurações das estações inacabadas. É algo fajuto, assim como denunciamos as inaugurações feitas na Linha-5. A estação Adolfo Pinheiro, dias atrás, foi toda inundada porque foi entregue sem acabamento. Na mesma linha, o sistema ficou parado por causa da improvisação feita no sistema de ventilação", afirma em entrevista à repórter Nahama Nunes, da Rádio Brasil Atual.

Um mês antes de deixar o governo de São Paulo, Geraldo Alckmin inaugurou sete estações de metrô. Na Linha 15-Prata, as estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União foram entregues com seis anos de atraso.

O tucano também inaugurou a estação Moema, da Linha-5 Lilás, mas sem portas na e uma entrada sem conclusão. Após oito anos de atraso, o governador também estreou a estação Oscar Freire, da Linha-4 Amarela.

Segundo Dagnaldo Gonçalves Pereira, diretor do sindicato, as estações foram entregues sem o mínimo de condições de trabalho. Segundo ele, falta iluminação, água e até banheiro para os funcionários. "Falta estrutura para trabalhar. O Alckmin entregou as estações sem a condição de funcionarem. Não é possível que seja feita de novo outra inauguração eleitoreira", critica.

Os sindicalistas também lembraram a denúncia de corrupção que envolvem o agora ex-governador Alckmin. Ele foi citado nos processos do executivo da Odebretch Marcio Pellegrino, por suposto pagamento de propina em dinheiro vivo, para as campanhas de 2010 e 2014 a governador.

No protesto, os metroviários reivindicaram a não-privatização da Linha-5 Lilás e Linha 15-Prata. Fajardo destaca que lutar contra a privatização é defender o transporte público de qualidade.

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