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Setor financeiro

Confederação dos bancários prepara campanha pós-reforma e elege direção

Congresso escolheu por unanimidade chapa liderada por Juvandia Moreira, ex-presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Liberdade de Lula e eleição são desafios da Contraf-CUT
por Redação RBA publicado 09/04/2018 16h05, última modificação 09/04/2018 16h29
Congresso escolheu por unanimidade chapa liderada por Juvandia Moreira, ex-presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Liberdade de Lula e eleição são desafios da Contraf-CUT
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Juvandia: governo Temer representou ruptura da democracia, e eleições serão 'marco estratégico' para os trabalhadores

 São Paulo – A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT) escolheu no último sábado (7) a sua nova diretoria, até 2022, além de aprovar um plano de lutas para o próximo período, no encerramento de seu quinto congresso. A entidade passa agora a ter Juvandia Moreira como presidenta – até o ano passado, ela comandou o Sindicato dos Bancários de São Paulo. Juvandia é funcionária do Bradesco.

A vice-presidência da Contraf-CUT será ocupada por Vinícius de Assumpção Silva (Rio de Janeiro, Bradesco) e a secretaria geral, por Gustavo Tabatinga Junior (Ceará, Banco do Brasil). O agora ex-presidente Roberto von der Osten, o Betão (Curitiba, Itaú-Unibanco), foi eleito secretário de Relações Internacionais.

A nova presidenta enfatizou a importância da unidade, "em um momento extremamente importante para o nosso país", e a necessidade de ampliar a mobilização. "Esse golpe que está acontecendo aqui também ocorre em todo mundo. É um golpe contra a democracia, contra o trabalhador. É fundamental que a unidade que tivemos aqui para a construção desta chapa aconteça também nas nossas bases. O compromisso desta gestão é com a luta pela classe trabalhadora. Cada um de nós precisa voltar para nossas bases e fazer essa luta", afirmou.

A atual presidenta do sindicato de São Paulo, Ivone Silva, reforçou a argumentação. "Essa diretoria nos próximos quatro anos terá de fazer a luta para a democracia, fazendo a luta para que a gente tenha eleições democráticas e que o Lula seja o nosso candidato, além da luta para que o governo eleito também consiga governar. É um grande desafio."

Um dos desafios discutidos no congresso é a manutenção dos direitos previstos nas convenções coletivas de bancários e financiários. Os sindicalistas lembram que será a primeira campanha salarial nacional depois da aprovação da "reforma" trabalhista (Lei 13.467, que entrou em vigor em 11 de novembro). 

Além disso, Juvandia considera as eleições deste ano "um marco estratégico" para os trabalhadores. "O atual governo representa uma ruptura na democracia. Temer assumiu o poder depois de um golpe de Estado. Lutar pela vitória do campo democrático e popular significa também garantir a continuidade do projeto que estava promovendo a distribuição de renda, o acesso das classes populares à universidade, a erradicação da fome, a valorização salarial com o consequente aumento do poder de compra do trabalhador. Significa reverter a retirada de direitos e a desarticulação do projeto neoliberal que tanto afeta aos trabalhadores e especificamente a classe bancária."

Também bancário do Bradesco, o presidente da CUT, Vagner Freitas, falou da necessidade de se mobilizar para evitar a privatização da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil e da campanha para libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Ele espera que a gente ande por ele com nossas pernas, fale por ele com nossa voz. Que a gente faça uma campanha diária pela libertação dele, por que ele é um preso político por defender o projeto de garantia de direitos dos trabalhadores", afirmou.

Com informações da Contraf-CUT