Fim da novela

Jefferson ‘declina’ de indicação e desiste de Cristiane para ministério

Presidente do PTB reclama de 'indecisão' da presidenta do STF e aponta 'caça às bruxas'. Cargo está vago há quase dois meses

wilson dias / abr
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Deputada foi nomeada por Temer em janeiro. Posse chegou a ser marcada duas vezes, mas foi barrada na Justiça

São Paulo – O presidente do PTB, Roberto Jefferson, afirmou por rede social que o partido “declina” da indicação da deputada Cristiane Brasil (RJ), sua filha, para ocupar o Ministério do Trabalho. Ela foi nomeada no início de janeiro por Michel Temer, mas não conseguiu tomar posse – que chegou a ser marcada duas vezes – devido a ações judiciais. Advogados entraram na Justiça porque a deputada foi condenada em ações trabalhistas de ex-funcionários

Segundo Jefferson, a desistência se deve à “indecisão” da presidenta do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, de julgar o mérito do caso. Ela havia decidido que a decisão caberia ao STF, cassando decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que autorizava a posse. 

“A decisão do partido visa proteger a integridade de Cristiane e não deixar parada a administração do ministério”, acrescentou o presidente do PTB. Ele agradeceu a Temer e companheiro de partido “pelo apoio e respeito com Cristiane Brasil durante esse período de caça às bruxas”.

A deputada e “ex-ministra” também lamentou não ter sido possível esperar por uma decisão do STF. “Não pude assim, infelizmente, saber a decisão do STF a respeito de uma prerrogativa exclusiva do Presidente da República garantida pela nossa Constituição”, afirmou em nota. “Sigo agora pronta para restabelecer e esclarecer todas as questões que foram levantadas a meu respeito, sem que eu tivesse direito ao devido contraditório, com a mesma amplitude, virulência e machismo com que muitas vezes fui atacada.”

O cargo está vago há quase dois meses, desde 27 de dezembro, quando o deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS) pediu exoneração e voltou à Câmara. Cristiane foi nomeada por Temer em 3 de janeiro, mas agora terá de ser “desnomeada”. Até aqui, o Ministério do Trabalho tem o secretário-executivo, Helton Yomura, como interino. Ele pode ser efetivado, mas há resistência dentro do próprio partido.

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