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Mobilização

Trabalhadores nos Correios mantêm greve e fazem protesto

Federação recorreu de decisão do vice-presidente do TST sobre abusividade do movimento. Em São Paulo, centrais ratificam dia de paralisações em 10 de novembro
por Redação RBA publicado 02/10/2017 18h01
Federação recorreu de decisão do vice-presidente do TST sobre abusividade do movimento. Em São Paulo, centrais ratificam dia de paralisações em 10 de novembro
Kelsen Fernandes/Fotos Públicas
Negociação nos Correios

Nas bases de São Paulo e Rio de Janeiro, os empregados decidiram manter a paralisação

São Paulo – Funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em todo o país decidiram manter a greve iniciada há duas semanas e declarada abusiva pelo vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emmanoel Pereira. A Fentect, federação da categoria ligada à CUT, informou que recorreu da decisão e aguarda manifestação da Seção de Dissídios Coletivos do TST.

A entidade também criticou o presidente dos Correios, Guilherme Campos, acusando-o de assédio ao direito de greve e conduta antissindical. Trabalhadores farão manifestação nesta terça-feira (3) em Brasília.

Nas bases de São Paulo e Rio de Janeiro, entre outras, os empregados decidiram manter a paralisação. Os sindicatos são filiados à Findect, federação interestadual vinculada à CTB. Segundo a entidade, o principal impasse da negociação está no reajuste salarial: a empresa propõe 3% em janeiro do ano que vem, enquanto os trabalhadores querem aumento retroativo à data-base, em agosto. A categoria tem atos marcados para quarta-feira (4), às 9h, no vão livre do Masp, em São Paulo. No Rio, o pessoal da ECT participa de ato nacional contra as privatizações, amanhã.

Centrais sindicais

Em reunião na manhã de hoje (2), na sede da Força Sindical, representantes de centrais sindicais aprovaram participação em um dia nacional de protestos e paralisações, em 10 de novembro. A data foi decidida na última sexta-feira, durante plenária nacional dos trabalhadores na indústria. Participaram do encontro, além da Força, dirigentes de CSB, CTB, CUT, Nova Central e UGT, além do Dieese.

No dia 8 do mês que vem, dirigentes das centrais irão a Brasília para entregar ao Congresso documento pela revogação de Lei 13.467, que alterou a legislação trabalhista. A CUT lançou campanha nacional pela anulação da reforma, e está coletando assinaturas para um abaixo-assinado em apoio a projeto de lei de iniciativa popular.