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Servidores de Porto Alegre completam 14 dias em greve e denunciam desmonte

Categoria quer o fim do parcelamento de salários e denuncia desmonte dos serviços públicos da capital gaúcha
por Redação RBA publicado 18/10/2017 11h46
Categoria quer o fim do parcelamento de salários e denuncia desmonte dos serviços públicos da capital gaúcha
TVT/REPRODUÇÃO
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Na noite desta terça-feira (17), após assembleia, os servidores decidiram manter a greve por tempo indeterminado

São Paulo – Servidores municipais de Porto Alegre completam 14 dias em greve nesta quarta-feira (18). A categoria reage ao parcelamento de salários e ao projeto de lei que retira direitos enviado à Câmara pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Denunciam também um desmonte dos serviços públicos da capital gaúcha.

Na noite desta terça-feira (17), os trabalhadores decidiram em assembleia manter a greve. Durante a manhã de ontem, protestaram em frente à Fundação de Assistência Social e Cidadania de Porto Alegre (Fasc). Houve "trancaço" na Avenida Ipiranga, uma das principais vias da capital gaúcha, e marcha até a prefeitura, com gritos de "Fora, Marchezan". "A política de assistência social vem sofrendo um desgaste e um desmonte", denuncia a pedagoga Ângela Aguiar, em entrevista ao repórter Guilherme Oliveira, para a TVT.

Em menos de um ano na prefeitura, já repassou a gestão de dez abrigos públicos para entidades privadas. Apenas dois abrigos continuam sendo administrados pelos servidores da Fasc. 

Uma parte dos serviços da fundação também foi terceirizada e alguns têm sofrido interrupções devido aos atrasos em repasses. "Todos os acessos aos serviços que a Fasc fazia está sendo delegado de novo para organizações vinculadas às igrejas", explica a assistente social Marta Borba.

"A gente vem sofrendo com a falta de pagamento dos servidores e também aos serviços de luz, água, telefone e até trabalhadores terceirizados, como porteiros e cozinheiras, não estão sendo pagos", reforça a advogada Jucemara Beltrame.

Os servidores da Fasc denunciam que, por ser uma categoria questionadora e que cobra qualidade nas condições de atendimento, vêm sofrendo assédio moral e transferidos de local de trabalho sem discussão prévia.

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