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No Dia do Bancário, trabalhadores saem às ruas contra retrocessos

Ivone Silva, presidenta do sindicato da categoria em São Paulo, lembra que a resistência não para. 'O nosso dia é comemorado na rua, na luta, que é o que sabemos fazer'

ANJU/SP BANCÁRIOS
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Reforma trabalhista e previdenciária e o desmonte dos bancos públicos foram as pautas denunciadas pela categoria

São Paulo – No dia do Trabalhador Bancário, ontem (28), o Sindicato dos Bancários de São Paulo, foi às ruas, em ato público no centro de São Paulo, para celebrar a data e reafirmar que a categoria mantém a luta por melhores condições de trabalho e a resistência contra os ataques do governo Temer aos direitos dos trabalhadores.

“O nosso dia é comemorado na rua, na luta, que é o que sabemos fazer. No ano passado, fizemos 31 dias de greve (durante a campanha salarial) e conseguimos um acordo de dois anos. Isso é importante, porque conseguimos concentrar nossas forças agora contra a retirada de direitos, junto com outras categorias”, disse à reportagem do Seu Jornal, da TVT.

A secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro, lembrou que a pauta é de interesse da sociedade, não só dos bancários. “É um dia de lutas históricas, mas também é o dia que marca o início das mobilizações contra a pauta de retrocessos e desmontes que esse governo e o Congresso Nacional estão impondo à sociedade brasileira, e que coloca em risco a nossa aposentadoria, nossos direitos trabalhistas.”

A volta dos ataques aos bancos públicos como Banco do Brasil, Caixa e BNDES também foram destacados no protesto. O dirigente sindical Dionísio Reis afirmou que milhares de postos de trabalho estão sendo cortados pelo governo federal. “O banco público financia a comida na mesa da população, financia a moradia, a educação e a saúde do povo. A independência do povo depende da existência dessas instituições públicas, mas os golpistas querem privatizá-las.”

História

O dia 28 de agosto remete a uma greve histórica da categoria, iniciada em 1951, por 40% de reajuste salarial. O movimento durou 69 dias, mesmo sendo reprimido pela polícia e boicotado pela mídia. Foi a Justiça que concedeu 31% de aumento na época.

A mobilização foi um marco na história da categoria bancária e resultou na criação de vários sindicatos pelo Brasil. Na época, foi decisiva a participação dos bancários da capital paulista, onde já se concentrava o maior número de trabalhadores do setor.

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