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Justiça pode barrar mudanças na reforma trabalhista, diz Gleisi Hoffmann

Senadora e presidenta do PT afirma que projeto, aprovado com inconstitucionalidades, só atende aos interesses dos empresários
por Redação RBA publicado 12/07/2017 14h19, última modificação 12/07/2017 14h24
Senadora e presidenta do PT afirma que projeto, aprovado com inconstitucionalidades, só atende aos interesses dos empresários
Geraldo Magela/Agência Senado
gleisi hoffmann

Gleisi foi uma das senadoras que tentou obstruir a votação da reforma trabalhista. 'Não é de interesse do povo'

São Paulo – Diante das inconstitucionalidades encontradas em alguns pontos da reforma trabalhista, aprovada ontem (11), a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidenta nacional do PT, acredita que a Justiça pode barrar algumas mudanças. "Há muita inconstitucionalidade (na reforma), então acredito que a Justiça do Trabalho e Supremo Tribunal Federal (STF) vão poder fazer suas colocações, quando os processos aparecem no dia a dia", afirma.

Gleisi foi uma das senadoras que ocuparam a mesa diretora do Senado para tentar obstruir a votação do projeto. Segundo ela, diante da crise política e "moral" da política brasileira, a matéria não poderia ser votada. "Nós tivemos uma discussão sobre a mudança na CLT muito rápida no Congresso Nacional. Não houve um debate adequado com a população como deveria ter. Com a crise política do país, o Senado não poderia votar um projeto tão grande como esse", critica.

A senadora reitera que a votação só foi feita às pressas porque o projeto atendia os interesses dos empresários e parlamentares, não do povo. "Há uma maioria de senadores ali que representam a elite do país, pois são empresários e milionários. Eles queriam votar uma reforma para seus interesses próprios."

A oposição pediu que fosse votado ontem, pelo menos, um destaque. Um deles seria a alteração do projeto no item que permite o trabalho insalubre para grávidas e lactantes, aprovada pela maioria da Casa. "Como está o texto atual, as mulheres grávidas que estiverem amamentando vão poder trabalhar em lugar insalubre. Não existe mais a proteção que tínhamos conseguido há muito tempo. É um projeto que retira os direitos sociais conquistados", lamenta a senadora.

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