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Servidores de Curitiba retomam greve contra 'pacotaço' de Greca

Professores, auditores fiscais, guardas municipais e demais trabalhadores do Executivo e do Legislativo da capital anunciam paralisação para barrar pacote de ajuste que retira direitos
por Redação RBA publicado 27/06/2017 12h41, última modificação 27/06/2017 12h48
Professores, auditores fiscais, guardas municipais e demais trabalhadores do Executivo e do Legislativo da capital anunciam paralisação para barrar pacote de ajuste que retira direitos
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Servidores PM

Após cenas de violência da PM contra manifestantes, servidores retomam greve para barrar pacote de Greca

São Paulo – Após as cenas de repressão e a aprovação em primeiro turno de quatro projetos de lei que fazem parte do pacote de ajuste fiscal proposto pelo prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), nesta segunda-feira (26), cinco sindicatos que reúnem servidores públicos da capital paranaense decidiram nesta retomar a greve que havia sido suspensa na semana passada. 

Nesta terça (27), está previsto o segundo turno da votação desses projetos que tramitam em regime de urgência. Entre eles, estão o congelamento do plano de carreira e mudanças no sistema previdenciário municipal, que devem afetar mais de 30 mil servidores e 16 mil aposentados e pensionistas. Se aprovados, os projetos seguem para sanção do prefeito. Com a greve, os servidores municipais lutam para barrar a tramitação do chamado "pacotaço".

Mesmo se for aprovado, a presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues, acredita que o pacote, ou parte dele, deverá ser declarado inconstitucional, seguindo indicações do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) e da própria assessoria jurídica da Câmara dos Vereadores, que alertou os parlamentares para a o risco de inconstitucionalidade ao alterarem regras da Previdência municipal. "Mesmo que isso tudo venha a acontecer, nós acreditamos que essa lei será declarada inconstitucional", afirmou Irene, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT

Além do Sismuc, também aderiram à greve os sindicato dos professores, dos auditores fiscais da receita, da guarda municipal e dos trabalhadores da Câmara municipal de Curitiba. Eles cogitam manter a paralisação até a próxima sexta-feira (30), quando integrariam as mobilizações pela greve convocada pelas centrais sindicais contra as reformas do governo Temer. 

Os servidores se reúnem na manhã desta terça na Praça 19 de dezembro, conhecida como Praça da Mulher Nua, e seguem pelas ruas do centro da capital paranaense para protestar contra as medidas propostas por Greca.

Também em protesto contra a retirada de direitos, dezenas de servidores chegaram a ocupar a prefeitura de Curitiba. Os oito servidores que permaneceram durante a noite desocuparam o local, após ordem judicial de reintegração de posse, e aderiram às manifestações desta manhã.