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Reajuste de 4%

Motoristas de ônibus de São Paulo fecham acordo coletivo

Categoria conseguiu assegurar reajuste de 4%, acima da inflação do período
por Redação RBA publicado 24/05/2017 15h36
Categoria conseguiu assegurar reajuste de 4%, acima da inflação do período
Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transp. Rod. Urbano de SP
Motoristas e cobradores

Sindicato afirma ter garantido com a prefeitura paulistana que o próximo edital de licitação não excluirá os cobradores

São Paulo – O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (UGT) fechou acordo coletivo relativo à data-base (1º de maio), que prevê reajuste salarial de 4%, percentual acima da inflação acumulada em 12 meses (3,26%, com base no Índice do Custo de Vida-ICV calculado pelo Dieese). Aprovado posteriormente em assembleia, o acordo saiu após audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2), na última segunda-feira (22).

Além do reajuste, os trabalhadores conseguiram 7,3% de aumento sobre o vale-refeição, que passou de R$ 20,50 para R$ 22 por dia. O sindicato informou que garantiu com a prefeitura paulistana que o próximo edital de licitação não excluirá os cobradores e "não haverá redução na frota da cidade". A categoria soma aproximadamente 52 mil trabalhadores, sendo 33 mil motoristas e 19 mil cobradores.

O subsídio das empresas para o convênio médico subiu de R$ 75 para R$ 95, e no caso do odontológico, de R$ 8 para R$ 12. As cláusulas do acordo anterior foram renovadas. Na avaliação do presidente da entidade, Valdevan Noventa, a proposta não era a ideal, mas razoável diante das circunstâncias das negociações deste ano. 

Metroviários

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo, também em campanha salarial, decretou "estado de greve" na categoria. A entidade afirma que a Companhia do Metropolitano (Metrô) apresentou um "pacote de maldades", incluindo redução dos adicionais noturnos e de horas extras, além de extinção do plano de saúde.

Na próxima segunda-feira (29), haverá audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo contra a privatização da companhia. No dia seguinte, nova assembleia.