Você está aqui: Página Inicial / Trabalho / 2017 / 04 / Greve geral tem grande adesão de metalúrgicos do ABC e São Paulo

Brasil parado

Greve geral tem grande adesão de metalúrgicos do ABC e São Paulo

Sindicatos do ABC e de São Paulo estimam que 90% de seus filiados tenham parado nesta sexta-feira (28)
por Redação RBA publicado 28/04/2017 15h55, última modificação 28/04/2017 17h57
Sindicatos do ABC e de São Paulo estimam que 90% de seus filiados tenham parado nesta sexta-feira (28)
fotos públicas;cc
abc.jpg

'Trabalhadores entenderam que o momento pelo qual o Brasil passa é muito grave', disse presidente do sindicato

São Paulo – De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (CUT), em São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra a greve geral teve a participação de mais de 60 mil trabalhadores nesta sexta-feira (28), o equivalente a 90% da categoria. Cinco montadoras – Volks, Ford, Mercedes-Benz, Scania e Toyota – não tiveram produção, de acordo com a entidade.

“A greve geral está sendo forte no Brasil inteiro. É um recado de que não vamos aceitar calados o que está acontecendo", avalia o presidente do sindicato, Rafael Marques. "As reformas não vão resolver o problema de nenhuma empresa brasileira e muito menos criar empregos, com tem sido dito de maneira mentirosa, só vão aumentar a exploração a quem trabalha. Essa é a intenção daqueles que querem rasgar a CLT e acabar com a Previdência, mas não vão conseguir porque os brasileiros têm capacidade e unidade para enfrentar os desafios impostos.”

O Sindicato  dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes (Força Sindical) também estimou a adesão em 90% de seus filiados. “Vamos continuar mobilizados e pressionar os parlamentares para tentar convencê-los a não votar nas reformas que tiram os direitos da classe trabalhadora”, disse o presidente da entidade, Miguel Torres.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região (Força), trabalhadores cruzaram os braços em fábricas como Wap Metal, Cimaf, Alvenius , Rossini e Metalcoating. Pela manhã, empregados de unidades da Meritor, Belgo, Metalsa, Cinpal também não foram à fábrica.

"Temos que lembrar que em dezembro de 2014 nós tínhamos pleno emprego, e não tinha terceirização, não tinha mudanças na legislação trabalhista, então é uma falácia dizer que não dá para consertar. É preciso investir na produção, se tem problema eles precisam ser discutidos e debatidos, e não atropelados e enfiados a goela abaixo”, disse o presidente da entidade, Jorge Nazareno, o Jorginho, em ato realizado em Osasco.