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Greve Geral

Centrais sindicais pedem que população não saia de casa nesta sexta-feira

Com paralisações previstas em dezenas de setores, sindicatos orientam quem não vai aos protestos para ficar em casa
Publicado por Rodrigo Gomes, da RBA
17:35
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Romildo de Jesus/Futura Press/Folhapress
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Centrais que organizam a greve geral conseguiram adesão de dezenas de setores em todo o país

São Paulo – A menos de 24 horas da greve geral contra as reformas trabalhista e da Previdência, as centrais sindicais que organizam a manifestação pedem que a população que não pretende participar de protestos e piquetes não saia de casa amanhã (28). “Cada trabalhador deve fazer sua parte nesta luta contra a devastação preparada pelos defensores das propostas do governo. No dia 28, a parte que cabe a cada a cada um que não participará das manifestações é ficar em casa”, afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Para amanhã, estão previstos manifestações, travamento de vias, além da paralisação de dezenas de serviços em todo o país. O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, anunciou que os travamentos serão realizados tanto em avenidas como rodovias de todas as capitais. Uma marcha até a casa do presidente Michel Temer vai sair as 17h do Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

Professores estaduais, municipais e privados, os aeroviários, os bancários (em 22 estados), os metalúrgicos (sete estados), os comerciários (seis estados), os eletricitários, os químicos, os petroleiros e os trabalhadores de saneamento básico e dos Correios. Os servidores públicos das demais áreas, inclusive do Judiciário, vão ter paralisações em todas as capitais e dezenas de cidades médias. Trabalhadores do Porto de Santos também aprovaram a greve.

Os motoristas e cobradores de ônibus vão cruzar os braços por 24 horas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Vitória, São Luís, Cuiabá, Campo Grande, Teresina, Natal, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Rio Branco, Maceió, Manaus e Macapá. Pelo menos 17 cidades da região metropolitana de São Paulo e toda a Baixada Santista também vão ter o transporte coletivo de ônibus paralisado, incluindo o sistema intermunicipal, executado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

No metrô paulistano, as linhas 1-Azul, (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente), 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), 5-Lilás (Capão Redondo-Adolfo Pinheiro) e 15-Prata (Vila Prudente-Oratório) ficarão paralisadas o dia todo, a partir da zero hora de sexta-feira. Os metroviários também vão cruzar os braços nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Teresina, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em São Paulo, os trens das linhas 9-Esmeralda (Grajaú-Osasco), 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi), 7-Rubi (Jundiaí-Luz), 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra), 11-Coral (Luz-Estudantes) e 12-Safira (Brás-Calmon Viana) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também serão paralisadas por 24 horas.

Os professores da rede pública de Alagoas, Bahia, Brasília, Paraná, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Amapá, Tocantins, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo (municipal e estadual) também vão parar na sexta-feira. Docentes da rede privada de Alagoas, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais também aprovaram adesão à greve. O mesmo vale para professores das universidades federais e estaduais de todo o país.

Os estabelecimentos de saúde – hospitais, unidades básicas, prontos-socorros –, onde a paralisação não pode ser de 100% dos trabalhadores, vão funcionar com escala semelhante à de final de semana, priorizando o atendimento a emergências. Trabalhadores desse setor nos estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Tocantins e São Paulo (inclusive na capital) vão parar.

Pilotos, copilotos e comissários de voo declararam estado de greve em assembleias realizadas na segunda-feira (24) em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. A categoria vai decidir na quinta-feira (27) se paralisa ou não as atividades. Mesmo que venha a ratificar a decisão, o Sindicato Nacional dos Aeronautas se reuniu ontem (26) com o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Emmanoel Pereira. E comprometeu-se a garantir um “quantidade mínima de trabalhadores em atividade” para assegurar a operação dos voos.

Já os aeroviários (funcionários que atuam no check-in, auxiliar de serviços gerais, mecânicos de pista, entre outros cargos) aprovaram a paralisação nacional de 24 horas nos aeroportos internacionais Franco Montoro, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e Gilberto Freyre, em Pernambuco.