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Internautas criticam publicidade de Temer em defesa da reforma da Previdência

Com medidas que reduzem direitos dos trabalhadores, governo Temer se indispõe com o que poderia ser sua base social, que já não esconde sua insatisfação
por Patrícia Cornils publicado 07/12/2016 11h58
Com medidas que reduzem direitos dos trabalhadores, governo Temer se indispõe com o que poderia ser sua base social, que já não esconde sua insatisfação
Portal Brasil / Reprodução
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Filme publicitário do governo no Facebook tenta convencer população a aceitar reforma da Previdência

Outras Palavras – "Você sabia que, se não fizermos a reforma da Previdência, em poucos anos ela vai quebrar?". Esta é a chamada da propaganda do governo sobre a proposta de mudanças no sistema previdenciário, contidas na PEC 287, publicada nesta madrugada na página do Portal Brasil no Facebook. Até as quatro da tarde de ontem (6), havia sido compartilhada 2.103 vezes. O número de comentários, no entanto, era maior: 2.214. A maioria deles respondia à pergunta do governo com o seguinte raciocínio: essa conta não bate. Se usarem os recursos descontados dos trabalhadores para pagar a Previdência e não para manter privilégios, não há déficit.

O problema, dizem os comentaristas, é a má administração, os roubos, as aposentadorias do Judiciário e dos políticos, a falta de coragem de mexer com as aposentadorias dos militares, o desvio de recursos que deveriam ser da Previdência para outras finalidades no governo.

Se essa discussão for uma amostra do estado de espírito dos brasileiros que têm acesso ao Facebook, o governo Temer pode estar fazendo algo semelhante ao que Dilma fez no início do segundo mandato. Com medidas que reduzem direitos dos trabalhadores, se indispõe com o que poderia ser sua base social, que odeia a corrupção e que acredita que o principal problema do país são os políticos. O fato de o presidente, um político de carreira, ter se aposentado aos 55 anos, não ajuda.

Esta caixa de comentários tem mais uma coisa interessante e diferente do tom que predomina em outras: argumentos. "Como a Previdência vai quebrar, se as contribuições são compulsórias e os Servidores Públicos Federais aposentados continuam contribuindo com a Previdência mensalmente desde o primeiro Governo de Lula quando o Congresso aprovou a MP que tornou Lei? A área econômica sempre quer tirar direitos dos trabalhadores, que é mais fácil do que cobrar das grandes empresas a sonegação, que a cada governo aumenta. A tecla sempre é a mesma, gastam sem medida e deixa para a população a conta para pagar. Que reforma é essa, que só atinge a classe trabalhadora e continua os benefícios para os militares e altas autoridades?", diz o mais curtido deles.

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Palavras mais usadas por internautas, em uma amostragem de 302 dos 2.014 comentários no Facebook até a tarde de terça-feira (6)