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Contraf-CUT: 'Banco do Brasil muda prioridades e esquece seu papel na sociedade'

Diretor da confederação e do Sindicato dos Bancários de São Paulo critica anúncio do governo de fechar agências do banco estatal
por Redação RBA publicado 22/11/2016 16h45, última modificação 22/11/2016 16h56
Diretor da confederação e do Sindicato dos Bancários de São Paulo critica anúncio do governo de fechar agências do banco estatal
ARQUIVO/EBC
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Contraf afirma que fechamento de agências do Banco do Brasil terá impactos negativos para os clientes

São Paulo – O secretário de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Ernesto Izumi, criticou hoje (22) o fechamento de agências do Banco do Brasil, anunciado pelo BB no último domingo (20). Para ele, os motivos alegados pelo Estado não são justos. "O papel do Banco do Brasil é atender a sociedade, fazer crédito, pressionar taxa de juros para baixo. Isso que acontecia antes do governo atual entrar. Agora, quando o presidente do Banco do Brasil (Paulo Rogério Caffarelli) diz que está com a rentabilidade abaixo de outros bancos privados, ele esquece desse papel."

Ernesto também afirma que o fechamento das agências preocupa já que, segundo ele, 60% do financiamento agrícola no país são feitos pelo Banco do Brasil. Ele também chama a atenção para os impactos que serão causados para funcionários e clientes.

"De imediato haverá menos funcionários para atendimento e, quando você reduz uma estrutura de funcionários, claramente você demonstra que o banco não tem preocupação com as necessidades deles, seja para fazer crédito, atender às cooperativas e micro e pequeno produtor. Então, haverá uma esvaziada nas linhas de credito das regiões. Terá mais dificuldade para fazer negócio", disse à Rádio Brasil Atual.

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